Adicionado por em 2014-06-27

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Screen shot 2014-06-13 at 10.20.26 AMpor Nara Sbreebow

 

Como descrever o documentário Tons de Cora para quem não assistiu?  Uma alternativa é escolher sobre qual ponto falar. Vamos pela personagem, acredito seja a mais importante, os pontos técnicos são subsídios para ajudar a contar a história de uma mulher que pode ser “estudada” ou melhor citada em qualquer lugar do mundo. Exagero? Acredito que não se formos pensar no trabalho quase que de guerrilha, pelo acesso e profissionalização da arte.

Cora Pavan Capparelli, hoje aos 88 anos de vida, a personagem principal desta história, continua atuante e atenta aos movimentos que envolve a temática da cultura. Seu trabalho começou nos idos de 1950, no interior do país, numa cidade que tinha poucos recursos. Os acessos eram por estradas de terra, o telefonia ainda engatinhava, tudo era lento e restrito a não ser a vontade de trazer para a cidade tudo o que acontecia nas capitais; essa tinha uma velocidade incrível, tanto que nas décadas de 60 e 70 Uberlândia tinha uma agenda de participações de artistas brasileiros e estrangeiros que não deixava nada a desejar aos grandes centros urbanos.

Na educação, além de ser a fundadora do Conservatório Estadual de Música que leva seu nome, foi fundadora da primeira faculdade superior de música, e artes da cidade, mais tarde sendo federalizada e se incorporando a Universidade Federal de Uberlândia. Precursora também do primeiro curso de teatro e dança da cidade e entre outros feitos.

O que  também é válido observar neste documentário é o papel da mulher no trabalho fora de casa, no acesso as políticas públicas, em como se formava esta trama onde conciliar a dona de casa esposa, mãe, empresária, musicista e principalmente educadora, numa grande colcha de retalhos chamada amor a arte. A verve da artista docente falava tão alto que interferiu inclusive nas Leis de diretrizes e base do Estado em prol da valorização do profissional de música, que a época tinha salário inferior ao docente da escola regular de ensino. Lutou também pela Inclusão instrumentos como acordeão e violão no ensino regular de todos os conservatórios de Minas Gerais e Cora conseguiu o feito.

Esse resumo faz parte de umas das abordagens do documentário Tons de Cora, de 90 minutos, cor, produzido em 2014 pela Close Comunicação, com apoio da Algar e Instituto Alair Martins e Incentivo da Lei Municipal de Incentivo a Cultura de Uberlândia  e Lei Estadual de Incentivo a Cultura de Minas Gerais.  Idealizado por Celso Machado e Diego Goar,  o longa-metragem foi dirigido e roteirizado  por Nara Sbreebow, que buscou uma narrativa onde pudesse incluir além dos depoimentos , a poética da dança, do teatro e da música em camadas que dialogassem o tempo todo.  A escolha do teatro municipal para apresentar e representar trechos das principais passagens da vida de Cora Pavan Capparelli, os bastidores como camarim, externas gravadas em Uberlândia, Rio de Janeiro e São Paulo  também buscam um diálogo entre o possível e o onde se quer chegar, idas e voltas para uma reflexão, sobre a arte queremos e a arte podemos.

 

www.tonsdecora.com.br/

Facebook: Tons de cora

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Categoria:

Notícias

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