Adicionado por em 2015-10-05

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smpor Celso Machado

A partir de hoje, durante 12 semanas seguidas, às 13h30, pela TV Paranaíba, estará sendo exibida a série “Simplesmente Minas”. Trata-se de uma iniciativa da Nós Projetos, com produção da Close Comunicação, patrocínio da Algar e Adfert e incentivo da Lei Estadual de Minas Gerais.

Tenho orgulho de ser seu criador e, junto com a Nara, seu diretor. Por isso, compartilho com vocês que me acompanham neste espaço o texto de abertura que escrevi e que fundamenta esta série.

“Nasci em Uberlândia, bem no coração do Triângulo Mineiro. Foi há um bom tempo: mais de seis décadas. Nem parece. Para mim, o tempo passa devagar. Aliás, como tudo na minha vida. Ainda me sinto criança, meio moleque, meio ingênuo, bobo. Como nasci em Minas, todos pensam que, por causa disso, sou mineiro. Sou sim, mas não por ter nascido em Minas. Isso foi só um acidente geográfico. Mineiro não é o que está na certidão de nascimento, mas no comportamento. Sou mineiro porque penso muito antes de falar. Mas também de vez em quando falo sem pensar. Sou tímido, mas não tenho vergonha. Principalmente de ser simples, de mostrar que sei pouco. Sei pouco, mas já aprendi muito.

Sou mineiro porque tenho paciência e não tenho pressa. Pressa cansa, pressa mata. Mata até mesmo amores, amizades, carreiras e, principalmente, mata sonhos. Tem quem me acha lento, até mesmo lerdo. Mas tem uma coisa, não chego atrasado. Não sou afobado e sei esperar. Até demais. Por isso, quase nunca fico com raiva, prefiro deixar ela passar. Ir embora. Falo devagar, pausado, pensando no que vou dizer e no que minhas palavras podem provocar. Tem quem me chame de “prosa mole”. Não me incomodo. Nem quando falam que mineiro é devagar. Se devagar é divagar, quem diz isso tá certinho. Divago e divago muito. Sou mineiro bem humorado. Porque gosto de viver e repartir alegria. Tristeza envelhece, faz mal, contagia. Quero mais é plantar felicidade. Para produzir frutos que fazem as pessoas sorrirem. Ajudar a mim e aos outros a enfrentar a vida com leveza e suavidade. Como todo mineiro, gosto de ouvir e contar história. Nem sempre nessa mesma ordem. Adoro escutar e escuto com atenção. Para isso, fico não com os ouvidos atentos, mas com o coração também. Aprendi cedo que, se a história não é boa, a gente pode fazer a nossa versão, principalmente quando ela for melhor para as pessoas do que a realidade.

Gosto de carregar sempre comigo, nas minhas andanças, um bornal. Um não, dois. No de tecido, guardo sempre um canivete, um alicate, um maço de fósforo e alguns recortes. No outro, o da memória, nele guardo histórias. Dele retiro histórias. Sou mineiro que tenho mineiridade, não apenas porque nasci em Minas. Mas porque conheço a alma, a natureza e a singularidade do que é ser mineiro de verdade. Singelo, talvez até mesmo brega. Que não tem vergonha de ser como é. Que gosta de gostar. Gostar de gente, de bicho, da natureza. De viver. É isso que vou compartilhar com vocês: histórias simples, humanas. Paisagens lindas, desconhecidas. Gente por dentro. Belezas por fora. Um povo brasileiro sim, mas único. Especial, autêntico, original. Histórias de um tesouro chamado Simplesmente Minas.”

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 3 DE OUTUBRO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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