Adicionado por em 2015-09-07

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choro9por Celso Machado

Confesso que me incomoda, chateia e cansa quando ouço repetitivas falas de desesperança em relação ao nosso país. Faço questão, no entanto, de diferenciar desesperança de considerações críticas em relação à atualidade. Estas, querendo ou não, fazem todo sentido e servem para nos orientar quanto às dificuldades que vamos ter pela frente por um tempo bem maior do que as vivenciadas em situações semelhantes de outras épocas. Isto é ser realista. E, mesmo diante desse cenário, acredito que seja possível e mais conveniente não ser pessimista. Principalmente propagador do caos.

Pode parecer contraditório, como tudo na vida talvez seja, mas toda pessoa diante de situações críticas tem sempre opções de escolha: aceitar passivamente suas consequências ou, ativamente, agir para evitar ou diminuir seus impactos negativos. Ora, se a situação atual mostra que vamos viver momentos difíceis, melhor nos preparar para eles. Se os tempos estão mostrando com toda clareza o que vem pela frente a prudência sugere reduzir gastos, evitar investimentos passíveis, possíveis e agir com cautela.

Quem costuma consultar a previsão do tempo e leva guarda-chuva nas ocasiões de probabilidade dela tem muito mais chances de não molhar. Mas tem quem não aja assim e fique espumando de raiva quando é pego sob um aguaceiro. Questão de escolha. O pior é ficar lamentando a chuva quando passou grande parte do ano reclamando pela sua falta. Nessa hora, é bom lembrar a sabedoria popular que diz que depois da tempestade vem sempre a bonança.

Voltando ao início, espero que tenha conseguido explicar que não é falar sobre a realidade que me aborrece, mas escutar gente insistindo que ela não tem nem terá solução. Entendo que este é o caso do Brasil. Não dá para não ficar preocupado e mais do que isso alerta em relação ao que estamos vivendo, mas daí a falar que tudo vai continuar como está porque não temos pessoas capazes me irrita.

Numa dessas conversas, ouvi por mais de uma hora que nosso país não tem salvação e, para culminar, a pergunta: “Quem poderia mudar o Brasil pra melhor?” Talvez pela paciência começar a faltar e os efeitos da cerveja a funcionar, olhei meu interlocutor bem nos olhos e respondi: “Sabe quem? Você, eu, por exemplo”.

Primeiro, porque no regime democrático em que vivemos, todo mundo que está no poder foi colocado lá pela maioria de nós. Somos avalistas dessa escolha. Segundo, porque, cada um de nós fazendo a nossa parte, ajuda e muito. Acredito de verdade que, se a gente quiser fazer mais do que falar, agir mais do que reclamar, o Brasil tem futuro sim. E sabe quem pode melhorar isso? Você e eu, por exemplo! Tanto pela ação, como, principalmente, pelo exemplo.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 5 DE SETEMBRO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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