Adicionado por em 2016-04-18

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fc3a9-eu-vouPor Celso Machado,

Por tudo que tenho vivido. Pelo que tenho presenciado e aprendido não tenho dúvida que toda pessoa precisa ter fé. Ter fé em algo superior, fé no seu semelhante, fé em si mesmo. Fé que é capaz de descobrir novas forças, de recuperar as que perdeu. Descobrir novas fontes de motivação. De esperança. Acreditar sempre. Principalmente naquilo que poderá nos tornar melhores.

É a fé que ajuda a suportar perdas. Superar desafios que parecem impossíveis. Alcançar resultados inimagináveis. Ela é que nos move, motiva e inspira. Um homem sem fé é um homem sem caminhos. Sem sonhos, sem esperança vive desorientado. Sem rumo, sem razão, sem propósito. Lamenta o que perdeu, o que não teve e não vê saídas capaz de iluminar sua caminhada.

A fé é que me trouxe onde estou. Fez com que construísse minha jornada. Amparou minhas quedas. Revitalizou minhas energias. Motivou minha trajetória, inspirou iniciativas. E, todos os dias ilumina meus caminhos. Me faz acreditar no homem, especialmente no humano do ser. Mesmo ficando chocado com tanta barbárie, crueldade e maldade. Que não deixa o pessimismo abater minhas iniciativas, torna menores os problemas que a vida me apresenta. Não deixa o desânimo tomar conta dos meus pensamentos, mesmo diante de situações complicadas. Mantém meu otimismo, me encaminha para criar constantemente novos projetos e implementá-los.

Aprendi também a respeitar quem tem crenças diferentes da minha. De não achar que só a que acredito é a certa. Que existem muitos caminhos para chegar a algo maior. Que todos aqueles que praticam o bem, estão na direção certa, mesmo seguindo estradas diferentes da nossa. Porque, independente do caminho, quando se quer fazer o melhor para todos e respeitar aqueles que têm o mesmo objetivo, diferentes alternativas são válidas.

Acredito mais na fé praticada do que naquela que fica só na retórica. De quem ajoelha o corpo, mas empina o olhar e mantém o coração insensível ao outro. De quem vai ao templo orar mas não cuida das carências nos demais ambientes. No lar, na empresa, na sociedade. Para mim a bondade é a fé manifestada. Exercida, vivida. Por isso uma das formas mais verdadeiras de oração primeiro é não fazer o mal e segundo, praticar o bem.

O perigo é quando a religião se transforma em fanatismo. O que é bom pode se transformar no mal. A oração em guerra. Me assusta quando percebo “religiosos” que pregam a fé, mas não estimulam a prática da bondade, da fraternidade, do respeito e amor ao semelhante. E nem agem com esse propósito. Se julgam acima dos demais, superiores. Querem disseminar suas crenças, mas não admitem ouvir aqueles que têm ideias e pensamentos diferentes.

Outra questão é não deixar de fazer o que precisa ser feito em nome das nossas crenças. Transferir nossas obrigações, protelar atitudes necessárias, procedimentos que precisamos adotar por acreditar que alguém superior irá fazer por nós aquilo que deixamos de fazer. Acreditar, mas não ficar parado. Ter esperança, mas não ficar esperando. É preciso ter fé sim, mas ir ao médico, adotar hábitos saudáveis para ter boa saúde. Rezar muito, mas trabalhar igualmente para ser bem sucedido na carreira. Na vida.
Certamente Deus ajuda mais aqueles que fazem mais. Que têm iniciativas humanitárias e lutam por elas. Não os que oram apenas por palavras.

Publicado originalmente no jornal Correio de Uberlândia, em 16 de abril de 2016

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