Adicionado por em 2015-06-15

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Mos_dadas_namoro_12062013165805por Celso Machado

Ainda bem que tem coisas na vida que não mudam, continuam atuais mesmo sendo repetidas a cada ano. A comemoração do dia dos namorados é uma delas. Não a “frescura” de dar e ganhar presentes, mas de reforçar laços verdadeiros. Que bom que seja assim, que todo ano possamos renovar nossos sentimentos, muito mais do que compromissos, de amor. De passar para quem a gente gosta como é importante amar e ser amado. Porque no fundo, talvez por ser meio poeta, considero que não tem riqueza maior para um ser humano do que amar e ser amado.

Dinheiro é bom, ajuda e como dizia a avó de um grande amigo não traz felicidade, mas ajuda a “carmá” os nervos. Mas seu poder de persuasão é limitado. Pode comprar quase tudo, mas não é capaz de conquistar aquilo que não tem preço, porque não está à venda, o sentimento de alguém. Especialmente o da pessoa amada.

Quem ama e é amado sabe que toda conquista é sempre parcial. Porque como toda pessoa está mudando o tempo todo, todo dia começa tudo de novo. E tome carinho, afeto, respeito, ternura, sensibilidade na dose certa, para ir fazendo do que é parcial na essência, que vá se tornando permanente pela renovação do sentimento.

Nessa época onde tudo é pontual e descartável é bom lembrar e relembrar o que pode tornar relacionamentos duradouros. Antigos ensinamentos que nunca ficam velhos. Que são transmitidos pelos mais experientes, pelas lições de vida de tantos casais que conhecemos. E por que não, até mesmo nos bons filmes, livros e outros meios que abordam o tema com seriedade e verdade.

A importância do companheirismo, de ser e estar presente por inteiro na vida de quem escolhemos e fomos escolhidos para conviver e compartilhar de todos os seus momentos. A amizade, que no inicio nem parece significante, mas que contribui muito, mas muito mesmo para a boa harmonia do casal. A amizade que é o afeto da solidariedade, do compartilhar, do torcer pelo sucesso do outro, sofrer quando alguma coisa lhe aborrece.

O respeito tão importante em tantos aspectos da vida e que nos relacionamentos é essencial. Ser com quem está conosco, exatamente o mesmo que desejamos e esperamos que ele seja conosco. Nos momentos em que estamos aborrecidos ou somos complicados (e todos infalivelmente passamos por isso, não só algumas, mas muitas vezes) ter uma boa dose de paciência. A paciência recíproca de um compreender o outro e ser compreendido, porque isso torna essas situações passageiras e irrelevantes. E se em determinada situação a paciência não for suficiente, a tolerância resolve isso. Porque momentos não desejados, não podem e nem devem ser mais significativos do que uma vida harmoniosa, afetiva e saudável. Porque eles, que são raros e breves. Nem de longe devemos deixar que criem arestas em sentimentos que são muito mais fortes e constantes.

À medida que o tempo passa e a relação se fortalece, aprendemos que esses comportamentos também são formas maduras do amor. Que paixão e tesão são essenciais, porque eles é que dão significado e sentido a uma relação. Mas só eles não garantem uma vida a dois por toda uma vida. Nem presente no dia dos namorados. Por mais apaixonante que possa parecer. Porque para quem ama o verdadeiro presente é a presença do seu amor na sua vida. De preferência, sempre namorando.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 13 DE JUNHO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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