Adicionado por em 2015-05-25

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por Celso Machado

bola-de-futebol-campo2Como todo ou quase todo brasileiro sou daqueles que acreditam que entendo de futebol. Não a nível de me considerar um expert, mas pelo menos longe de ser um leigo.

A questão é que, além de acreditar nisso, ainda me atrevo a dar meus chutes e pontapés. Na bola, é claro. Uma paixão que teve início na infância e que me acompanha a vida inteira. Inclusive agora em plenos 64 anos de vida.

Passei por várias etapas disputando competições oficiais na modalidade futsal e ultimamente quando a idade estimula a utilizar muito mais a inteligência do que o vigor físico mudei para o futebol society. Onde o campo é menor e a exigência do preparo menos crítica.

Como todo “racheiro” tive fases de “encrencar” com alguns colegas, de não querer jogar do lado de determinados deles, até chegar hoje na fase em que estou tendo dificuldade de jogar comigo mesmo.

Mesmo sabendo que uma pelada de futebol é um simples divertimento, uma descontração entre amigos em que o momento mais agradável é sempre a cerveja quando ela termina, não gosto de perder. Nisso sou igual a todo mundo que joga racha: nem eu, nem ninguém.

Mas com uma diferença, não procuro levar isso tão a sério assim, como muitos. Nesta fase da vida, uma vitória ou derrota não irá alterar nada meu curriculum futebolístico.

Penso também que, depois dos 50, quem se dispõe a jogar acrescenta outras regras ao esporte, além das oficiais. As que não estão explícitas, mas implícitas: não dividir com truculência, evitar o contato físico e praticar o “fair play”. Entender que em campo estão pessoas com limitações físicas e não bois selvagens para serem laçados. Se possível ajudar a dividir os times com equilíbrio de tal forma que qualquer um deles tenha chance de ganhar.

Quando estou em campo me esforço e empenho. Entendo e sou paciente com quem erra, porque reconheço nos outros a limitação que também tenho.

Confesso que não tenho essa mesma paciência com quem é “burro”, com quem não pensa e faz jogadas medíocres não por falta de talento, mas por falta de raciocínio.

Agora quer me ver irritado, impaciente e nervoso é com quem é displicente, omisso, negligente. Quem, mesmo tendo recursos, só quer receber passes e tentar jogadas de efeito e quando erra não está nem aí para os colegas de equipe. Eles que corrijam suas “mancadas”.

Esses chamo de atletas espectadores, não estão em campo para atuar, mas para assistir o jogo de perto. Contrariam um comportamento que gosto de praticar: que o mais gostoso do racha é sair. Só que entendo que para sair é preciso primeiro entrar. Tá aí, acho que implico com eles seja porque conseguem uma coisa que não dou conta, sair do racha, sem entrar nele. Estão de fora, mesmo quando estão em campo.

Para tristeza da minha família e dos meus colegas, sou frequentador assíduo dos rachas de quartas e domingos.

Nele pratico quatro coisas que considero muito importantes: as duas primeiras, uma atividade física e um lazer. E as outras : “fofocar” e tomar cerveja.

Reconheço que diante de algumas reações recentes preciso refletir mais sobre meu comportamento futebolístico.

Não sei porque mas atualmente, o que anda me dando mais prazer e principalmente onde atuo melhor é nas duas últimas.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 23 DE MAIO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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