Adicionado por em 2014-09-08

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Foto: Cleiton Borges – Correio de Uberlândia

Um amigo desses muito especiais, que é uma riqueza ter como amigo, na próxima semana estará completando 70 anos. Nem parece. Pela forma, pela disposição, pela capacidade de trabalho, pelo modo de vida. Não que 70 anos seja uma idade que mereça ser considerada idosa principalmente para quem se cuida, tem vontade e muitas razões para viver como é o caso dele.
Quem, como eu, faz parte do seu convívio tem nele um exemplo de o que torna as pessoas velhas não é o passar dos anos, mas o jeito com que cada um constrói sua jornada de vida. E ele vive bem. Bem com seus familiares, com seus amigos, com seu extenso e diversificado círculo de relacionamento. Não bastasse o carisma de sua personalidade, ele ainda tem um nome diferenciado e marcante: Viola.

Pois é meu amigo Viola estará lançando sua versão 7.0 semana que vem. Nasceu em Araguari, morou em Anápolis e outras cidades, mas aqui em Uberlândia é que tem escrito, de forma exemplar, sua trajetória. O conheço há bastante tempo, creio que há uns 40 anos ou mais e sempre tive nele um amigo leal, sincero, solidário e disponível. Durante um longo período comandamos juntos a ABC Propaganda. Foi uma época de superar desafios, quebrar paradigmas, pregar e inseminar a atividade publicitária numa cidade refratária a agências de propaganda.

Cabia a ele nessa época uma tarefa nada fácil, responder pelo atendimento e pela área comercial. Ele fazia isso muito bem, porque entre suas características, e essa é uma das principais, mais do que clientes ele faz e mantém amigos. Correto, justo e competente coloca o coração em tudo que faz. Seja no campo familiar, profissional ou social.

Lembro bem quando ele partiu para outros projetos profissionais a frustração que senti de não tê-lo mais na ABC. Mas sabia que a mudança na carreira não afetaria em nada nossa amizade. Estava certo. Ele sempre foi e é um amigo presente. Seja nas viagens que fazemos juntos com nossas esposas, na frequência do convívio e sobretudo nas nossas disputadas pelejas de futebol duas vezes por semana no Cajubá.

Em todos os rachas seu desempenho justifica sua fama de artilheiro, porque é ele quem marca os gols mais bonitos, faz as jogadas mais incríveis. Como todo craque nem sempre tudo dá certo e às vezes essas jogadas são incrivelmente medíocres. O que merece comentário de todos. É o peso de ser a referência do time.

Nas pescarias seu desempenho é o mesmo. Fisga os exemplares maiores, mesmo ficando mais tempo dentro do barco proseando do que na canoa pescando.

Tem defeitos sim, como todo mundo. Um deles é dividir os times nos rachas. Ele forma, fica sempre no time mais fraco. Até ai nada demais não fosse a frequência com que ele me coloca ao seu lado. O outro é ser palmeirense. Mas minha condição de vascaíno não me autoriza a criticá-lo por isso.

Ele não desafina, sempre tem o ritmo adequado nos comentários bem humorados, nas tiradas irônicas, nas lembranças e recordações de passagens sempre interessantes. De uma dedicação exemplar à família, é um marido companheiro, pai zeloso, avô coruja, bisavô carinhoso. Que ele curta os 70 com muita alegria e descontração, porque os 100 estão logo ali…

Publicado originalmente no Jornal Correio de Uberlândia no dia 06/09/2014.

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Categoria:

Mineiridades

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