Adicionado por em 2015-07-26

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

por Ariane Bocamino

Universidade, Parque do Sabiá, Centro Administrativo, avenida Segismundo Pereira, entre outros pontos marcantes que estão no bairro ou em suas proximidades. Este é o Santa Mônica, na zona leste de Uberlândia, conhecido pelo movimentado fluxo de universitários que se mudam para a cidade.

CAPA-MAGOO-BY-CLEITON

Radialista Magoo aponta a avenida Segismundo Pereira como um dos pontos marcantes do Santa Mônica (Foto: Cleiton Borges)

A chegada dos calouros da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) mudou, de certa forma, a cara do bairro. Mas, o Santa Mônica nem sempre apresentou este aspecto de progresso como vemos hoje. Pra começar bem a história vamos começar pelo nome. Você sabe quem foi Santa Mônica?

Nascida no norte da África, na cidade de Tegaste, no ano de aproximadamente 332 d.C., mãe do teólogo Santo Agostinho, segundo a tradição católica, Santa Mônica é considerada um exemplo de mãe, dedicada, fiel e acolhedora.

Encontramos essas características no bairro Santa Mônica? Segundo o radialista uberlandense Neivaldo Honório da Silva, o Magoo, que morou muitos anos no bairro, a essência e estrutura do Santa Mônica condizem com a homenagem à santa católica.

“Passei minha infância e adolescência aqui no bairro e me lembro muito bem de como era nossa relação com os vizinhos e vizinhas, comerciantes e também entre a molecada. Até porque o Santa Mônica, diferentemente do que muita gente pensa, era um bairro pobre, de periferia, então todo mundo ajudava todo mundo”, afirmou Magoo.

Ainda falando sobre a história do Santa Mônica, um personagem importante para o desenvolvimento do local foi Segismundo Pereira, que ganhou o nome da avenida principal do bairro.

“Aqui era uma grande fazenda do senhor Segismundo Pereira e foi, aos poucos, em especial com ajuda do filho dele e posteriormente prefeito da cidade (Raul Pereira de Rezende), que o bairro foi se desenvolvendo e criando corpo. Mas, até então, era tudo muito simples, precário”, disse Magoo. “As pessoas olham o bairro hoje, mas não sabem do processo (de desenvolvimento), da história”, afirmou.

Moradores usam números para nomear ruas do bairro

A primeira divisão do bairro Santa Mônica, na zona leste de Uberlândia, que tem os nomes conhecidos por números, aconteceu onde, hoje, está a Antiga 0 (atual rua Professora Juvenília dos Santos) até a Antiga 13 (rua Miguel Rocha dos Santos), que é bem próxima da avenida João Naves de Ávila. Pra que fique mais fácil a localização, era um lote mais próximo à atual Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Porém, na segunda divisão realizada, as ruas acima da Antiga 0, no sentindo que sobe a avenida Segismundo Pereira, não poderiam continuar a sequência numérica pois já tinha sido destinada às ruas abaixo até chegar na avenida João Naves. A opção que restou foi continuar a numeração, mas a partir do número 14, que era o próximo a ser seguido. Então, a sequência das ruas ficou de 13 a 0 e, após esta última, da 14 para cima.

A numeração é no mínimo curiosa. “Nem Pitágoras consegue explicar a nomeação das ruas do Santa Mônica. E além dos números que descrevem as ruas as avenidas principais, tinha a nomenclatura de letras. A Segismundo Pereira era A e as paralelas a ela seguiam as letras do alfabeto”, afirmou o radialista uberlandense Neivaldo Honório da Silva, o Magoo, que morou muitos anos no bairro.

Donas de casa competiam para ter piso mais encerado

Entre as décadas de 1960 e 1970, as casas do bairro Santa Mônica, na zona leste de Uberlândia, em geral, tinham o piso vermelho. Contudo, segundo o radialista uberlandense Neivaldo Honório da Silva, o Magoo, que morou muitos anos no bairro, não era só vermelha a cor, tinham também outras, como azul, por exemplo. E, ainda de acordo com Magoo, as donas de cada casa competiam entre si para ver qual piso era mais encerado e mais bem cuidado, cabendo às crianças desenvolver essa tarefa doméstica.

“A gente pegava aquela cera em pasta e o escovão e ajoelhava para encerar o piso. Era muito comum aqui no Santa Mônica ver a molecada com os joelhos e roupas sujas de cera”, disse o ex-morador do Santa Mônica. “Mas a nossa grande conquista foi quando chegou a cera líquida, facilitou muito nossa vida. Era muito mais fácil de encerar e sobrava mais tempo pra brincar”, afirmou Magoo.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 25 DE JULHO DE 2015.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

Categoria:

Notícias

Deixe um Comentário