Adicionado por em 2016-05-04

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Por Celso Machado

É comum para a grande maioria das pessoas dedicar mais tempo e atenção quando têm que enfrentar grandes distâncias, do que em relação as pequenas.

Nas longas o preparo e atenção são sempre maiores. A dedicação e cuidados com o planejamento idem. Afinal trajetos longos exigem programação. Um preparo diante do tempo a ser gasto, das circunstâncias que poderão surgir e outros aspectos. Prevenir para eventuais dificuldades.

Pode parecer óbvio. Mas tenho pensamento próprio sobre isso.

Distâncias curtas nem sempre significam maior facilidade. Descuidos podem causar problemas. E grandes. Improvisações e excesso de confiança são pecados que podem ter preço alto.

Não é à toa que estatísticas comprovam que há uma incidência enorme de acidentes nas proximidades da chegada. Frutos da sensação de que a viagem está praticamente concluída. Que a atenção com os cuidados pode ser diminuída. De que podemos relaxar antes de chegar ao destino final.

Se isto acontece em relação às viagens, na vida também ocorre o mesmo.

A distância entre ser bom e ser bobo é pequena. Quase imperceptível, mas quando descuidamos dela nosso papel pode mudar significativamente.

Assim como uma divergência de um desentendimento sério. Quantas vezes uma conversa banal ganha proporções e, se não controlada, pode chegar a ruptura de relações antigas e até então consistentes?

Ninguém duvida de que quando a pessoa não toma cuidado em ficar atenta e vigilante com relação a distância entre prazer e vício, corre riscos seríssimos de prejudicar sua vida. Para sempre.

Outra das distâncias que podem ter consequências fundamentais em nossa vida é aquela entre o amor e o ódio. Nesse caso parece longa, mas não.

Os dois nascem dentro do ser humano e ficam ali coladinhos um no outro. Por isso acontece tanto do amor se transformar em ódio e em algumas vezes, o contrário.

Quem deseja cultivar relacionamentos saudáveis e trajetórias bem sucedidas, precisa ter atenção especial com as pequenas coisas. Aquelas que aparentemente são irrelevantes mas trazem embutidas desdobramentos impensáveis.

Quantas vezes o copo transborda por uma gota a mais, não pela torneira aberta? Pela garrafa despejada? Uma amizade é desfeita, um amor termina numa conversa banal? Muitas vezes uma palavrinha ou um simples gesto acaba provocando um problemão. Difícil de reparar, quando não de danos irreversíveis. Puxar um único fio pode desmanchar uma roupa. Um pequeno arranhão provocar infecção generalizada. Um descuido ou deslize macular a reputação de uma pessoa, empresa ou instituição.

Por falar em distância curta e nem por isso menos perigosa é a entre ser e estar.

Quem não atenta para isso, com certeza vai cair em frustração ou pior, depressão.

Publicada originalmente no Jornal Correio, em 30 de abril de 2016.

 

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