Adicionado por em 2014-12-09

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receitaEntra ano e sai ano e, cada vez mais, a comemoração da passagem de ano está deixando de ser um réveillon. Ou seja, uma festa com ceia, para se tornar um “comillon”. Um show em que, muito mais do que a música, a ênfase está na diversidade da comida e na quantidade de pratos do cardápio.

Quem é menos novo como eu, lembra-se que, no passado, a lista era bem restrita nem por isso deixava de atender todos os gostos. Tinha uns dois ou três tipos de queijo, o mesmo em salamaria, salada e pratos de carne bovina e suína. E, quando se tratava de um evento mais sofisticado, acrescentava-se no cardápio peixe e massa. Quando servia um strogonoff era o “must”, principalmente se viesse acompanhado de batata palha e arroz à grega.

Evidente que a culinária era muito mais restrita. Não havia nada de comida japonesa, chinesa, francesa ou peruana, por exemplo. Igualmente, as espécies de queijos, infinitamente, menores.  O que contava mais era a qualidade das apresentações musicais, o nível do público presente e a alegria que o ambiente proporcionava. A comida era um detalhe, simples detalhe. Agora não. Confesso que tenho dificuldade em entender a razão disso.

A maioria das pessoas hoje está preocupada com excesso de peso. E, ou exercita bastante, ou reduz o consumo para buscar um peso saudável. A não ser em casos muito especiais, também não é usual consumir refeições pesadas na madrugada.

Outro fator crescente na sociedade é a busca por práticas sustentáveis, evitando desperdícios e estimulando a adoção de medidas de consumo consciente.

Por que, então, esses cardápios com uma extensão tão grande de pratos que mais parece uma lista telefônica?

A resposta mais simples poderia ser: atender gostos diferentes. Tenho minhas dúvidas sobre isso. Até por que todos os locais que promovem réveillon estão oferecendo a mesma coisa.
Não me parece racional promover uma taxa de desperdício que é absurda para os padrões de qualquer pessoa com um mínimo de consciência.

Penso que o indivíduo normal, quando dá de cara com tanta coisa que está no buffet, já fica empanturrado só de olhar. Nem precisa provar.

Pior mesmo só se resolver experimentar um pouco de cada. Aí, a noite vai ser quase inesquecível.
Sou muito mais um tira-gosto sem fritura, uma comidinha leve. Se tiver de acordar de ressaca, que não seja por excesso de comida e muito menos de consciência. De ver tanta coisa sendo jogada fora, quando tem tanta gente com vontade de comer um simples “caol”. Para quem não sabe, couve picadinha, arroz, ovo e linguiça. E se for caprichado, ainda vem com uma porção de feijão tropeiro ou tutu.
Prato, aliás, muito mais saboroso que a maioria  que é servido nesses réveillons que custam uma grana firme.

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