Adicionado por em 2015-03-09

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por Tico Farpelli

Hoje em dia é comum ver brechós espalhados pela cidade de Uberlândia. Mas não foi sempre assim. Há dez anos, havia preconceito de parte da população e de alguns lojistas em adquirir roupas usadas.

Cláudia Garcia abriu, há quatro anos, o Brechó Nega Maluka, no bairro Granada, zona sul da cidade. A própria comerciante disse que nunca havia pensado em ter uma loja destas, pois tinha preconceito. “No início, foi bem difícil. Eu expunha as roupas na garagem, para chamar a atenção, mas, mesmo assim, era complicado”, afirmou Garcia.

CLÁUDIA

Segundo Cláudia Garcia, seu brechó tem foco em peças de qualidade (Foto: Marcos Ribeiro)

Em outro ponto da cidade, no Centro, Emília Donato e sua filha investiram em um Brechó Infantil. Elas perceberam que o mercado se mostrava aquecido em outras cidades e viram a oportunidade de ganhar dinheiro ajudando mães a montar ou renovar os guarda-roupas das crianças. “Era interessante por causa da rapidez com que as crianças perdem as roupas”, disse Emília. O Brechó Infantil também passou por dificuldades em relação à aceitação do público. “Chegamos a ver pessoas que ficavam olhando na porta e que não queriam entrar. Alguns maridos falavam que seus filhos não iriam vestir roupas usadas”, afirmou Emília Donato, que percebeu que grande parte destas pessoas se tornou clientes fiéis posteriormente.

Segundo Cláudia Garcia, grande parte do preconceito vinha de uma ideia errada do que era brechó. “As pessoas imaginavam roupas antigas, feias. Hoje, tenho foco em peças de qualidade, atualizadas, com preço bem camarada”, disse. Elisângela Silva, vizinha e cliente do brechó de Cláudia, disse que não perde as peças que lhe interessam. “Ela (Cláudia) já conhece o meu gosto. Quando chega algo que é meu estilo, ela me avisa e eu já peço para separar”, disse Silva. Os dois brechós utilizam de uma ferramenta importante na divulgação, segundo as responsáveis por eles, as redes sociais, que têm trazido retorno nas vendas e no contato com os clientes.

Para manter o interesse das clientes, Emília Donato aposta em roupas sazonais para o brechó. “No mês de março, a gente já começa a trabalhar roupas juninas”, disse. A empresária afirmou que adquire as peças e as manda lavar antes de colocá-las à venda na loja. “Tem gente que entra e não percebe que está em um brechó”, disse.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 7 DE MARÇO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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