Adicionado por em 2014-07-01

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Clarimundo CamposEm fevereiro desse ano, o cronista Clarimundo Campos teve sua história narrada nas páginas do Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre. Na entrevista, ele conta episódios interessantes de sua vida, em uma prosa gostosa, registrada em suas inúmeras crônicas. Clique aqui para ler.

Foi cronista do jornal Correio de Uberlândia desde 1988. Escrevia sobre o campo e a cidade, com um estilo inconfundível. Confira aqui o texto enviado por ele à jornalista Núbia Mota, em agradecimento pela homenagem feita através do Almanaque.

Clarimundo Campos faleceu nesse domingo, 29 de junho, aos 98 anos de idade. A equipe do Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre é que agradece por todas as boas histórias compartilhadas. E pela oportunidade de conhecer um pouco mais um dos últimos grandes cronistas de nossa cidade.

 “Foi de caso pensado que dei uma espingarda de fogo retardado: não quis, simplesmente, telefonar para os amigos que destacaram no batuta Almanaque deste ano e de sempre, uma invenção do Celso Machado, o mais edificante colunista do CORREIO de Uberlândia. Neste meu pálido agradecimento, distingo as equipes do Celso e do CORREIO. De tais equipes, duas beldades enfeitam nossa casa com suas presenças, a Núbia e a Anaísa. Aqui ficam meus agradecimentos a todos que me encheram de graveto no Almanaque do Celso Machado.

Como não sabia como participaria daquela obra, tratei de fazer o meu roteiro a respeito do que se deu comigo em cada lugar em que vivi. Tudo, tudo mesmo, não daria.

Quase morri quando percebi que estava vivendo. Minha mãe lavava roupa, enquanto eu brincava no rasinho do Rio Itapemirim. De repente, percebi que estava num banco de areia e que, se desse mais um passo à frente, cairia no fundão do Rio. Morreria afogado. Mas a Mão de Deus me salvou.

Com os cobres de sua atividade de madeireiro, meu pai pôde comprar a Fazenda São Sebastião, na Ortiga. Lá também não havia escola. Tomava aulas particulares com a filha de uma vizinha. Bom mesmo era brincar com a molecada de lá. Havia duas grandes atrações: caçar passarinhos e jogar bolas de vidro. Somente a Ritinha, já em ponto de bala, fazia parte da turma. Com ela, tive um caso dentro de um carro de boi. Não conto este caso por ser impróprio para menores.

Vivi vários casos impróprios, posto que muito viajei e saçariquei especialmente no Sertão de Minas. No Rio de Janeiro, namorei uma linda garota mansinha. Certa noite, ela deixou que minha mão direita acariciar-lhe as coxas. Mas retirei a mão rapidamente. Como eram contundentes aqueles tocos de cabelo!”

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