Adicionado por em 2015-07-06

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por Ariane Bocamino

Nas proximidades do Parque Siquierolli, a caminho do Distrito Industrial, é possível ver uma igrejinha e algumas casas ao redor da praça. Quem já visitou algum distrito de Uberlândia, como Martinésia, Cruzeiro dos Peixotos ou Miraporanga, sabe que o espaço é tranquilo, sossegado e a presença da Paróquia Sagrada Família e da praça são centrais. Tudo isso está no bairro Cruzeiro do Sul, zona norte.
As primeiras chaves no Cruzeiro do Sul foram entregues aos moradores, pela Prefeitura de Uberlândia, na década de 1980. De lá para cá, o bairro mudou no que diz respeito à chegada de mais comércios, construção de uma creche e, em especial, da igreja cuja padroeira é a Sagrada Família e que tem o padre Guilherme Stort à frente.

DE-BAIRRO-EM-BAIRRO

Ione Martins, seu marido, Ivo Martins, e o padre Guilherme Stort são moradores de Cruzeiro do Sul (Foto: Marcos Ribeiro)

Ione Martins é uma das primeiras moradoras do bairro. Ela afirmou que, no início, era difícil morar ali. “Como não tinha comércio aqui, os moradores se revezavam para ir buscar pão em outro bairro. Aí, um trazia e dividia com o outro. A mesma coisa ocorria com frutas e verduras”, afirmou a aposentada. “Ônibus também não tinha. Mas o bairro se desenvolveu quando a comunidade começou a construir a igreja”, disse.

Com a construção da Paróquia Sagrada Família, que ficou pronta em 1988, o bairro foi, aos poucos, ganhando pontos básicos de comércio, como o primeiro armazém. Outro fato interessante é que foi a comunidade que buscou recursos para construir a igreja.

Para Ivo Martins, marido de Ione Martins, a igreja é símbolo de luta e dedicação dos moradores de Cruzeiro do Sul. “A gente, que é católico, procura sempre uma igreja, e aqui não foi diferente. Teve muita luta, festas beneficentes, trabalho comunitário. Tudo foi a gente que fez”, afirmou o aposentado.

Bairro fica perto do DI

Como o bairro Cruzeiro do Sul está localizado na zona norte de Uberlândia, alguns funcionários de empresas do Distrito Industrial que, muitas vezes, vêm a Uberlândia a trabalho, se instalam no bairro devido à proximidade dele com as unidades industriais.

Segundo o morador do bairro Gabriel Tobias, professor de História, a chegada das chamadas “repúblicas” mudou, de certa forma, o estilo do bairro, mas não anulou a característica de “cidade pequena” de Cruzeiro do Sul. “São pessoas que não têm raiz ali e, muitas vezes, vão embora rápido. Então, acho que não afeta muito a essência do lugar. Para mim, continua sendo o bairro tranquilo da minha infância”, afirmou Tobias.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 4 DE JULHO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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