Adicionado por em 2015-03-23

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por Tico Farpelli

Em março de 1976, o diretor Martin Scorcese apresentou ao mundo um de seus filmes mais famosos: “Taxi Driver”, protagonizado por Robert De Niro, em que mostrava um veterano da Guerra do Vietnã que vagava pela cidade de Nova York como motorista de táxi. A realidade sobre a profissão não é muito diferente da versão ficcional, segundo o taxista Raimundo Pereira, que afirma que a rotina é bastante puxada. “Tem dia que levanto às 4 da manhã e sigo até 11 da noite. A maioria faz 24h seguidas aqui na rodoviária” afirmou Pereira.

Raimundo optou pela carreira após parar de trabalhar em uma grande empreiteira. O taxista disse que, devido à idade, o táxi é um serviço mais leve. A carreira também é uma oportunidade de ajudar as pessoas. Para alguns clientes, o taxista tira um tempo para acompanhar nas compras, colocá-las no carro, ajudar a carregá-las para dentro de casa e, até mesmo, guardá-las no armário. “Eu acho que se a gente não consegue servir alguém, a gente não serve para nada”, disse Pereira.

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“Tem dia que levanto às 4 da manhã e sigo até 11 da noite. A maioria faz 24h seguidas aqui na rodoviária” afirmou Pereira (Foto: Marcos Ribeiro)

Entre os bairros com maior número de corridas, Pereira cita o Santa Mônica devido ao grande número de universitários. É deste bairro que surgem as corridas mais rentáveis. “A gente fala que a corrida é boa quando ultrapassa os 10 km, ou seja, os R$ 20 reais”. Para o taxista, a profissão tem coisas boas e ruins. Como fator positivo, cita a oportunidade de fazer amigos e conhecer novas pessoas todos os dias. Entretanto, nos últimos anos, a violência aumentou e, de certa forma, fez com que estes profissionais ficassem vulneráveis. “Muitos amigos meus já foram roubados”, disse Pereira.

TECNOLOGIA

Segundo o taxista, é impraticável se trabalhar em Uberlândia sem os novos recursos tecnológicos. “Precisa de um GPS, do Guia Sei e, hoje, a juventude usa muito os aplicativos para chamar táxis”, afirma o taxista. Outra necessidade que contribuiu para a mudança na forma de trabalhar do profissional foi a máquina de cartão. Raimundo Pereira afirma que a maioria das corridas já é paga com cartão, mas poucos taxistas aderiram à novidade. Quem for à rodoviária, pode, casualmente, encontrar o taxista em uma de suas corridas, isso porque, ao trabalhar há seis anos no mesmo local, ele roda pela cidade inteira, mas sempre volta ao mesmo local.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 21 DE MARÇO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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