Adicionado por em 2015-10-12

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FGf025por Celso Machado

Tem quem me ache saudosista, não me importo. Se saudade é recordar momentos, pessoas, experiências felizes é sinal que elas existiram e foram significativas. Marcaram e foram marcantes. Ninguém tem saudade do que não teve. Só do que não tem mais. Hoje, 10 de outubro, fosse viva uma pessoa que teve um papel muito relevante na minha vida, especialmente na juventude, estaria completando 85 anos.

Lá em casa não só na minha, como na do meu irmão que tem o mesmo nome por ser seu afilhado. Morreu cedo, teve vida curta, mas larga. Porque mesmo tendo vivido pouco, fez muito. Construiu histórias, foi personagem, deixou legado. Estou me referindo a Walter Garcia, o filho mais velho do casal Maria e Alexandrino.

De uma personalidade forte e marcante era, ao mesmo tempo, firme e meigo. Prudente e determinado. Humano e forte. Negociador e conciliador. Organizado, metódico e exigente, tinha na simplicidade sua característica predominante. Dispensava honrarias, títulos e colunas sociais. Agia de maneira discreta, mas de forma muito generosa, principalmente com seus amigos.

No trabalho foi íntegro na conduta e justo nas decisões. Era o equilíbrio entre a ousadia atirada do jovem irmão, Luiz, com a fantástica visão e o ímpeto empreendedor do pai, Alexandrino Garcia. Walter era o orientador dos rumos e das doses de energia, investimento e risco a serem assumidos.

Calmo, equilibrado e sereno transmitia firmeza em todos seus relacionamentos. Era dessas pessoas em quem se podia confiar cegamente. Palavra dele era compromisso mais confiável do que contrato com firma reconhecida, registro em cartório e avalista.

Morreu cedo aos 44 anos, mas viveu muito: o suficiente para marcar para sempre seu valor, sua contribuição, sua presença na vida de Uberlândia e do grupo Algar. Ainda bastante jovem se tornou empresário bem-sucedido com uma trajetória invejável.

Sabia e tinha prazer em viver. Gostava como poucos de uma pescaria no Mato Grosso, de pilotar sua motocicleta e também avião. Dentre outros hobbies foi rádioamador. Tornou-se fazendeiro por acaso, mas gostou. Entre tantas coisas que Walter Garcia legou para quem, como eu, conviveu com ele foi uma lição inesquecível: a de que uma pessoa para ser grande não precisa se colocar maior do que as outras, basta ser igual a elas com autenticidade e simplicidade. Basta ser gente de verdade.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 10 DE OUTUBRO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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