Adicionado por em 2016-02-24

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SM X ANTONIO PATETA_ARRAIAL DOS AFONSOS_PATOS DE MINAS (21)

Conversa com Antônio Pateta, no Arraial dos Afonsos, em Patos de Minas. Gravação do programa Simplesmente Minas.

Por Celso Machado

Não sou, nem poderia ser contra a evolução das mídias e o uso das modernas ferramentas de comunicação. Ainda que esteja longe de um expert no assunto, há muito tenho incorporado várias delas. E confesso que, em diferentes momentos, as considero até mesmo mais delicadas e elegantes do que a pessoal.

Por exemplo, não gosto de ligar no celular para uma pessoa de quem não seja muito próximo. Prefiro passar um WhatsApp e consultar se ela teria disponibilidade para um contato. Muitas vezes, faço isso, inclusive, com quem desfruto de proximidade.

Acho e-mail a forma adequada para passar determinadas informações, porque a pessoa irá ver quando quiser. No momento que lhe for conveniente. Com isso, não perturbo, nem interrompo o outro em momentos que está ocupado.

Menos do que uma grande maioria, me relaciono no Facebook, onde fiz/faço novas amizades e fico sabendo de várias informações sobre amigos queridos. E acabo exposto a futilidades e besteiras. Faz parte, tudo tem seu preço afinal.

Tenho o Google como um guia para saber mais sobre o que preciso, tirar dúvidas, acrescentar conhecimento e por aí afora.

Compro com frequência pela internet e não raro considero este meio mais eficaz e agradável do que a abordagem pegajosa de muitos vendedores de lojas.

Por ela, acesso jornais e revistas, assisto matérias e mesmo programas, roteirizo viagens, descubro informações, tiro ou aumento minhas dúvidas, faço consultas, enfim, tenho e mantenho uma amigável convivência com o mundo digital.

Claro que me aborreço com a invasão de mensagens que nada têm a ver comigo. Tenho preocupação com os tais vírus e com as desagradáveis correntes de todo tipo. Ainda assim reconheço que sou um principiante. E agradeço por não ter me tornado viciado, nem dependente.

Não abro mão das conversas descontraídas nos bares da vida, nos encontros com conhecidos ou nos contatos com aqueles a quem sou apresentado nos diferentes ambientes que frequento. Gosto e aprecio ouvir atentamente todos com quem convivo. Dedico atenção especial aos mais velhos. Para saborear suas histórias e absorver suas sabedorias. Também falo muito e gosto quando tenho quem me escute.

Quando vejo quem não consegue se desligar das mídias digitais e ligar no ambiente em que está; quem nunca está presente de verdade onde está presente, penso no quanto aquela pessoa está perdendo. Posso estar errado, o que é muito normal nas minhas avaliações, mas tem momentos, que não são raros, onde a comunicação só acontece no presencial. No contato, no abraço.

Quando tudo que queremos e podemos passar não tem palavras. Só mesmo a emoção do olhar, do afeto é capaz de transmitir. Nessa hora, não é o que a gente fala que importa, é o que não precisa ser dito.
E isso não tem mídia digital que substitua…

Obs.: Esta semana, vivi uma situação dessas: não consegui encontrar palavras para o que tinha vontade de passar

Publicada originalmente no Jornal Correio, em 20 de fevereiro de 2016

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