Adicionado por em 2015-08-24

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por Ariane Bocamino

Ela é de Bambuí, interior de Minas Gerais, mas se mudou para Uberlândia em 1960 devido a uma oportunidade de trabalho para o marido. Foi aqui que Luluza Cardoso desenvolveu o seu negócio, ligado à costura e aos vestidos de noiva, que, com qualidade e tradição, continua até hoje.

O contato com a costura começou com vestidinhos. Luluza fazia as roupinhas de boneca, que, na época, eram bem diferentes das de hoje. “As bonecas daquela época não eram bonitas como as de hoje, eram feitas de papelão, espiga de milho, mas as roupinhas eram por minha conta. Assim comecei e estou até hoje na costura”, disse a costureira e empresária.

O primeiro vestido de noiva ela fez ainda na cidade de Bambuí, a 250 km de Belo Horizonte. A filha da lavadeira que trabalhava em sua casa ia se casar, mas não tinha vestido de noiva. Foi nessa ocasião que Luluza fez o seu primeiro vestido. “Na época, fiz o vestido escondido. Mas foi aí que me despertou o olhar para os vestidos de noiva. Me encantei e, hoje, é minha especialidade. É o que gosto de fazer”, disse a proprietária do Ateliê Luluza Noivas.

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Luluza Cardoso tem um ateliê no bairro Cazeca (Foto: Cleiton Borges)

Foram vários os pontos que o ateliê já passou, porém, há mais de 20 anos está localizado no bairro Cazeca, setor central da cidade, na rua José Nonato Ribeiro. “Aqui é um bairro muito tranquilo, os vizinhos são donos das casas, então, também já estão aqui há bastante tempo, o que é ótimo. Não temos aborrecimentos e é bem pertinho de tudo”, afirmou Luluza.

“Cinturita”

Quando olhamos para aquelas fotos antigas, em preto em branco, com casais de noivos próximo ao altar, um detalhe quase sempre chama a atenção: a cinturinha das noivas, como era fininha e delicada, o que deixava o vestido de noiva mais volumoso e com ótimo caimento. O segredo é a chamada “cinturita”, usada pelas moças das décadas de 1950 e 1960, a partir dos 11 anos de idade.

“A cinturita era uma espécie de elástico que a gente usava na cintura, mas era só pra dormir. O uso contínuo dela fazia com que as moças ficassem com as cinturinhas bem finininhas que vemos nas fotos. E, aliando isso com os vestidos rodados, a cintura ficava ainda menorzinha”, disse a costureira e empresária Luluza Cardoso, proprietária do Ateliê Luluza Noivas, no bairro Cazeca, setor central de Uberlândia.

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Foram vários os pontos que o ateliê já passou, porém, há mais de 20 anos está localizado no bairro Cazeca, setor central da cidade (Foto: Cleiton Borges)

Luluza é casada com Murilo Cardoso há 58 anos. Em seu casamento, de acordo com ela, o vestido foi simples, sem decotes e a cinturinha bem fina. No cabelo, folhas de laranjeiras colhidas minutos antes da cerimônia. “Era tudo simples e tudo muito real. Não era um sonho, era a mais pura realidade e, por isso, que é duradouro”, disse.

Opinião

Os tempos mudaram. Hoje em dia as moças não se casam tão novinhas, os relacionamentos são casa vez menos duradouros, será que casar ainda vale a pena? É uma boa escolha no campo social e pessoal? Segundo a costureira e empresária Luluza Cardoso, independentemente da época, o casamento é sim e sempre será uma grande celebração.

“Pode passar o tempo que for, o casamento continuará sendo a decisão de duas vidas e, por isso, é ainda tão celebrado. As moças continuam se casando sim, não tem um perfil certo, umas se casam com 20 e poucos anos, outras com 30 e poucos anos, mas se casam”, disse Luluza.

A diversidade de opções para as noivas no Ateliê Luluza Noivas, segundo a costureira, é grande. Entre rendas, sedas e pérolas encontramos modelos de noivas princesa, sensual, clássica, entre outros. “Os tecidos e modelos em si não mudaram tanto, o que mudou foi a cabeça das pessoas. As noivas chegam aqui, elas sabem o que querem, já têm uma ideia na cabeça. Aqui, a gente só auxilia, dá um palpite”, afirmou a costureira.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 22 DE AGOSTO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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