Adicionado por em 2015-05-11

por Ariane Bocamino

A iniciativa de criar a ONG Pontes de Amor em 2012 foi do casal Sara Vargas e Rodrigo Rangel, depois de ter passado por um processo de adoção doloroso. Após a experiência, os dois sentiram a necessidade de dar suporte para outros pretendentes que poderiam passar pela mesma situação. Localizada no bairro Aparecida, setor central de Uberlândia, a instituição oferece acompanhamento em diferentes momentos do processo de adoção antes, durante e após ela ser realizada.

ONG

Segundo Olivia Silva, o processo de adoção passa por diversas análises porque o casal pretendente tem de estar apto (Foto: Marcos Ribeiro)

Popularmente, quando o assunto é adotar uma criança, a burocracia é um dos primeiros obstáculos. Mas o que pouca gente sabe é que a morosidade do processo está relacionada com a responsabilidade do Estado em permitir que as crianças sejam criadas por uma nova família, afirmou a assistente social da ONG Olivia Silva.

“O processo de adoção passa por diversas fases e análises porque é necessário que o casal pretendente esteja apto, emocionalmente, psicologicamente e financeiramente a receber um novo integrante na família”, disse Olivia Silva. “E é uma responsabilidade muito grande do Estado analisar todos estes detalhes e ‘liberar’ essa criança para um novo lar. Casos de devolução, por exemplo, criam traumas muito maiores na criança”, afirmou.

A ONG Pontes de Amor, que possui um núcleo jurídico próprio, tem uma parceria com a Vara da Infância e da Juventude de Uberlândia visando auxiliar os pretendentes também na questão legal do processo.

Recentemente, Raquel Alves adotou com o seu marido, Eduardo Alves, a menina Larissa, de 11 anos. Raquel disse que terminada a parte jurídica, um novo desafio surge. “Depois que dá tudo certo lá no Fórum, surgem novas preocupações: medos e expectativas com a chegada da criança. É um desejo realizado, mas, com o acompanhamento de alguém que entenda e que nos ajude a amadurecer a situação, que é o caso aqui da ONG, ajuda demais a gente”, afirmou Raquel.

13ª edição

A ONG Pontes de Amor, que auxilia pais em processos de adoção de crianças e funciona no bairro Aparecida, setor central, é o tema da 13ª edição da seção De Bairro em Bairro – versão impressa e online do programa apresentado no Canal da Gente, da Algar Telecom, publicada aos sábados no CORREIO de Uberlândia.

Maria Abadia Martins e João Velton adotam as suas crianças

Maria Abadia Martins e João Velton Coutinho se casaram em 1987. Logo após o casamento, veio o primeiro filho do casal. Em 1992, o casal decidiu ter um segundo filho, mas, de uma forma diferente, com a adoção. “A Mariana foi um presente de Deus em nossas vidas. Veio para completar o time, porque eu já tinha um menino. E, naquela época, não era tão burocrático, como é hoje”, afirmou a servidora pública Maria Abadia Martins. “Ela era um bebê lindo”, disse João Velton, pai da Mariana, que hoje tem 22 anos.

Mas a missão desse casal não parou na primeira adoção. Outro gesto de amor ainda estava por fazer parte da família. Uma segunda criança foi adotada, fechando a família com três filhos. “Em 2008, nós vimos, na televisão, um convite para visitar crianças em um abrigo aqui em Uberlândia. Começamos a frequentar e lá nós conhecemos o Marcos. Foi amor à primeira vista”, disse Maria Abadia.

ONG Pontes do Amor

Endereço: rua Roosevelt de Oliveira, 611, bairro Nossa Senhora Aparecida

Telefone: (34) 3235-5615

Canal da gente

Exibição semanal dos programas no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo Algar Telecom), às 8h30, às segundas-feiras e reprises de terça a sexta-feira e aos domingos.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 9 DE MAIO DE 2015.

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Notícias

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