Adicionado por em 2015-12-21

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PLANEJAMENTOpor Celso Machado

Nessa época do ano, é muito comum fazermos planos de mudanças. Seja de atividades, de ambientes, de projetos. Na maioria das vezes, eles acabam como acabam muitas das nossas ideias, esquecidos e abandonados. Mesmo assim, vale a pena fazê-los. Primeiro porque, de vez em quando, a gente consegue tornar alguns deles realidade e, segundo, porque sonhar não custa nada. Muito pior do que não concretizar aquilo que imaginamos é deixar de pensar, de planejar, de sonhar.

Agora, por exemplo, estou vivendo uma fase de muitos planos, ideias, pensamentos. Penso em novos projetos todos eles ligados ao que gosto. E aí já começa um problemão, porque gosto de muita coisa. E como sofro de tagarelice mensal associada com criatividade ilimitada vejo oportunidade em tudo que vejo.

E tem outro fator crítico, como toda pessoa, não deixo de ter ambição financeira, mas o que me motiva não é o dinheiro, mas a causa. Várias delas não me dão lucro monetário, até pelo contrário, mas dão significado a minha vida.

Sou dessas pessoas que, quando presenteiam alguém, se sentem mais felizes que o presenteado. Muito da minha alegria vem daquelas que consigo proporcionar aos outros. Na maioria das vezes, de forma muito simples. E aí nasce outra dúvida, como não custa quase nada, porque não faço mais?

E as dificuldades não param aí. Como estou envolvido em muitos projetos, tenho pensado também se, ao invés de outros, não deveria concentrar mais nos que já estou ligado.

Para complicar, ainda tem outro aspecto relevante, pois como não pretendo aumentar minha carga de trabalho, muito pelo contrário, ando vivendo uma fase de discussão comigo mesmo. E discussão da gente com a gente é uma bagunça fenomenal, porque é complicado, ao mesmo tempo perguntar e responder. Cansa a mente pensar num novo projeto, seus desafios, desdobramentos, possibilidades, investimentos e simultaneamente refletir nos compromissos que irá provocar caso dê certo. Querer fazer mais, mas reduzindo esforços, dedicação e envolvimento não parece ser simples, nem fácil.

É quase igual a angústia do gordo pão duro que quer emagrecer e vai comemorar o aniversário no restaurante que mais gosta. Olhar e não saborear já é terrível, agora, pagar para não comer, aí é demais.

Nessa dúvida que faz com que um dia a mente esteja voltada para o novo e, no outro, fique inteiramente dedicada ao que existe, o tempo vai passando. Que bom que o ano esteja acabando, a gente sai de férias. E os planos de mudar? Ah, os planos melhor deixar para o ano que vem…

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 19 DE DEZEMBRO DE 2015.

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