Adicionado por em 2015-02-18

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91298524por Celso Machado

O momento atual, até mesmo para aqueles que têm dificuldade ou não gostam de enxergar, não nos permite ficar indiferentes a realidade. Estamos recebendo recados das mais variadas formas e maneiras, mostrando que precisamos rever hábitos, costumes e procedimentos. Temos que agir com mais racionalidade, administrando criteriosamente os recursos que ainda temos. Em tudo.
Mesmo que existam aqueles que ficam na espera de uma melhora imediata e intensa do “humor” da natureza em tempo de corrigir volumes e resgatar a normalidade está mais do que na cara as dificuldades que iremos enfrentar. Com a água, com a energia e, por consequência, com seus desdobramentos.

Culpar governantes, mesmo que eles tenham responsabilidade que não é pouca, não vai ajudar a solucionar o problema. Cada um de nós tem de fazer a sua parte. Quanto mais cedo melhor. Pequenos gestos vão fazer toda diferença. Da mesma forma que uma gota de água a mais transborda um copo, a menos faz o papel inverso. Melhor ainda se conseguirmos promover mudanças radicais em nossos comportamentos, evitando desperdícios. E mais, agindo como fiscais sustentáveis, orientando e ajudando outros a adotar procedimentos adequados.

E não existe maneira mais eficaz de educar do que pelo exemplo. Basta lembrar uma frase que transmite isso de maneira muito cristalina. Diz ela: “seu comportamento fala tão alto que nem consigo ouvir sua voz”. O que a gente diz, as histórias que a gente conta, as lições que transmitimos, na maioria das vezes, não dura mais do que o tempo que as falamos. Agora o que fazemos e como fazemos tem muito mais poder de transmitir e de perdurar. O nosso comportamento tem um poder extraordinariamente maior do que nossas palavras.

No meu círculo de relacionamento, volta e meia escuto que tenho mania de apagar as lâmpadas. Educadamente, sempre respondo que não tem como uma pessoa desligar as luzes se não houver quem as acenda e as esqueça de desligar. A prática do consumo consciente há muito deixou de ser modismo para se transformar numa necessidade. Não se trata de discurso romântico de ambientalista, mas de consciência de pessoas equilibradas que têm bom senso e discernimento.

Não é por que alguém tem mais recursos que pode usá-los exageradamente. Nesse caso da água e da energia é óbvio, o que um usa em excesso vai fazer falta ao outro. Se tivermos de passar por racionamento, que não seja de atitudes conscientes.
Precisamos lembrar, refletir e praticar que o mundo realmente pertence a todos. Inclusive aos outros.

 

Crônica publicada no Jornal Correio de Uberlândia, no dia 07 de fevereiro de 2015.

 

 

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