Adicionado por em 2015-05-30

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shadow_gun_by_linsart-d5nw0ofpor Celso Machado

Toda pessoa tem um lado oculto que a gente não conhece. Talvez nem ela própria. O lado camuflado, relegado, abafado, adormecido. E que pode ou não se manifestar em determinadas circunstâncias, em certas situações.

Quem de nós nunca torceu e não teve simpatia por um bandido ou bandida num filme ou novela qualquer? Não se identificou, nem que seja só um pouquinho, com suas atitudes, pensamentos e ações?

Quando passando por situações irritantes no trânsito, não deu uma “fechadinha” em quem nos aborreceu ou não torceu para ele “quebrar a cara” logo à frente?

Para quem gosta de praticar esporte, não entrou numa dividida com malícia e até mesmo uma certa maldade? Nos negócios, não sentiu uma pontinha de satisfação quando viu um colega ou concorrente predador levar a pior? Não teve grande dificuldade em conter o sorriso naquelas ocasiões em que aqueles que se acham demais passaram por momentos ridículos? Penso que, mesmo sendo crítico, isso não deixa de ser normal. Afinal, mesmo sendo racional, o ser humano não deixa de ser animal. Possui instintos que fazem parte da sua genética. A questão é saber administrá-los e mais do que isso, domesticá-los.

Porque toda pessoa, ou pelo menos aquelas tidas como normais, podem perfeitamente administrar e controlar seus atos e reações. E se trazem dentro de si maldades que desconhecem suas origens, têm plena capacidade de avaliar os desdobramentos de seus gestos e atitudes. Não deixa de ser espantoso e de assustar muito, quando presenciamos explosões daqueles que acostumamos a ver com um temperamento tranquilo. E, nessas circunstâncias, fica sempre a dúvida se aquela pessoa é ou parece ser.

Como diria um filósofo de boteco, na “intimidade do seu íntimo”, ela seja completamente o oposto do que aparenta. Um vulcão raivoso pronto a explodir imerso sob uma planície suave e meiga. Por isso, faz todo sentido irmos além das aparências. Prestarmos mais atenção nos gestos do que nas palavras.

E, especialmente, cuidar e sermos muito rigorosos conosco. Prestar atenção no que estamos fazendo e, principalmente, por que estamos fazendo. Não só nas decisões mais importantes, mas igualmente nas mais simples e corriqueiras.

Por exemplo, no tom e na maneira com que conversamos. Por que falamos certas coisas para certas pessoas. Ou falamos delas quando não estão presentes. Qual intenção estamos tendo nesses momentos? A palavra é uma arma capaz de provocar muitas feridas. Atentar um pouco mais para o lado oculto que não deveria existir, mas talvez exista dentro da gente. Para sermos um só. Para coincidir o que pensamos que somos com o que somos de verdade. Nunca deixar que, mesmo por algum momento, a gente seja o oposto de nós. Que a gente leve um susto não com certas reações dos outros, mas de nós próprios…

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 30 DE MAIO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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