Adicionado por em 2015-07-20

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1409676946094por Celso Machado

Tem muita gente preocupada com o Brasil da atualidade. Com os escândalos, o desgoverno, o estágio em que a economia do nosso país está.

Também não é pequeno o número de pessoas descrentes, desiludidas, amarguradas diante de tanta corrupção, tanto desvio, tamanha falta de pudor, de respeito as nossas instituições, a nossa gente, ao nosso país. Realmente todo brasileiro tem razão em estar preocupado, decepcionado, chateado.

Nos mais diferentes segmentos, escândalos se sucedem e nem mesmo no futebol temos mais alegria. Fomos humilhados em casa na última Copa do Mundo e nenhuma providência consistente foi tomada. Delegar ao Dunga essa missão é de lascar. O nosso principal campeonato é de uma pobreza técnica que reflete claramente o estágio atual daquele que já foi considerado o melhor do mundo.

Se faz todo sentido a tristeza de ver um país tão generoso ser vilipendiado, nem por isso devemos perder a esperança de acreditar nele.

A vida é cheia de paradoxos. E, por isso, mesmo com toda crise que estamos vivendo, se formos avaliar friamente, por outro lado, estamos vivendo uma das melhores fases do Brasil: o da depuração. Do expurgo daquilo que nos envergonha, enlameia e mancha. Do que não queremos, do que não é certo porque não é lícito. É amoral, indecente e vergonhoso.

Estamos presenciando a morte do Brasil do jeitinho, daquele que os fins justificam os meios. Dos que, estando no poder, fazem o que bem entendem e o povo que engula. De misturar o público com o privado. De fazer das instituições públicas a extensão do quintal de suas casas. Os suspiros derradeiros do país da lei de Gerson, aquela de levar vantagem em tudo. Da safadeza rotulada como esperteza. Da gatunagem camuflada como jogo do poder. Do rouba, mas faz.

O brasileiro está voltando a se interessar pela política, a zelar pelos seus direitos, a querer assegurar uma vida mais digna. Admirar os que fazem, mais do que os que falam. Estão se tornando críticos, conscientes, interessados no país em que vivem. Usando os meios de que dispõem, principalmente as mídias sociais, para exigir menos violência e mais oportunidades. Mais decência, respeito e ética para com o Brasil.

O brasileiro de verdade, aquele que trabalha para ganhar o seu sustento, que constrói riqueza gerando riqueza, respeitando as leis e os outros, não está mais disposto a pagar, pagar cada vez mais, sem fiscalizar o uso da grana que paga.

Gente fina que estava acostumada a frequentar a coluna social agora mudou de caderno. Passou a frequentar as páginas policiais. Pessoas chiquérrimas, importantes com nome e sobrenome de famílias poderosas, milionárias que nunca antes na história deste país haviam visitado uma cadeia, agora as estão frequentando por dentro, enjauladas. Isto está acontecendo ainda assim da maneira brasileira, sem violência, sem derramamento de sangue, sem guerra. Porque o nosso povo é do bem, da paz, da harmonia. Está demorando e pode ser que vá demorar bem mais do que gostaríamos, do que desejamos, mas o Brasil de verdade está nascendo. Ou melhor, renascendo. O povo brasileiro parece que cansou de se iludir e de ser iludido. Resolveu dar um basta e está usando de uma arma eficaz: o julgamento da sociedade.

Sociedade que tem punido o ladrão e o corrupto com uma das sentenças mais duras: desprezo e repugnância. Como você está fazendo…

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 18 DE JULHO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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