Adicionado por em 2015-06-22

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mario1por Celso Machado

Tive o privilégio de ter, e continuar tendo, bons mestres. Mais do que professores, orientadores, mestres mesmo. Desses que nos guiam e inspiram.
Foi assim na minha época de estudante. Continuou e continua na minha trajetória. Nas diferentes etapas da minha pessoal e profissional.
Inúmeras vezes recorro aos seus ensinamentos e lembranças, porque são fontes permanentes, generosas de sabedoria e boas lições.
Em outros momentos me pego refletindo sobre suas importâncias na minha formação e como provocaram profundas mudanças no meu modo de ser e de agir.
Um desses mestres inesquecíveis, infelizmente falecido, mesmo que ultimamente tenha sido poucas vezes por ano e por breves momentos, me abastecia e reabastecia de aprendizado, é o dr. Mário Grossi.
Digo é e não foi, porque tem pessoas cujo significado em nossas vidas não se extingue.
No começo não foi fácil. Mineiro tranquilo entender e adaptar ao estilo frenético de um franco-italiano “workholic” tinha que ser difícil e duro mesmo.
Ainda bem que, com muita tolerância e paciência por parte dele e com a disposição autêntica da minha, em entender e querer o melhor para a organização na qual ambos trabalhávamos, nos acertamos.
Os atritos rapidamente mudaram para boas e produtivas conversas.
Com ele, aprendi muito sobre muito.
Uma “bronca” refinada transformou pontualidade para mim em valor. Compromisso. Respeito o horário como sinal de educação com os outros. Quando acontece um imprevisto nunca deixo de avisar que irei atrasar.
Passei a ser muito mais rigoroso comigo. Prestar mais atenção nos meus erros do que no dos outros. Não ficar defendendo nem esquivando de responsabilidades. Aproveitando as oportunidades para melhorar, corrigir minhas falhas. Preferir escutar críticas sinceras, por mais duras que sejam, do que ficar iludido com elogios oportunistas.
Ver e rever o que estou fazendo, para conferir se não estou deixando nada para trás.
Como ele sempre foi rigoroso e perfeccionista em tudo, adquiri o hábito saudável de testar os materiais que vou utilizar com a antecedência necessária.
E por aí afora. Mesmo reconhecendo que estou longe de corresponder ao que ele me passou, sou grato e muito, por tantas coisas que Mário Grossi me ensinou. Sei que não fui um bom aluno, que poderia e deveria ter aproveitado bem mais, ainda assim avalio que os frutos dessa convivência tão rica, ajudaram excepcionalmente a me propiciar uma vida mais equilibrada, prudente. Menos raivosa e dependente. Mais confiante e solidária. Mais produtiva e feliz.
Dentre tantos aprendizados sou imensamente grato especialmente por ter aprendido a não botar culpa nos outros pelo que acontece comigo.
Ao abrir minha guarda, automaticamente abri minha cabeça e meu coração.
A diferença que isso passou a fazer na minha vida para melhor, nem dá para explicar.
Maior que ela, só mesmo o tempo que quem ainda não aprendeu, continua perdendo…

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 20 DE JUNHO DE 2015. 

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Categoria:

Mineiridades

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