Adicionado por em 2015-09-28

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2d3a9de6522faaa9b64a0a1691c636d4por Celso Machado

Nem é tão raro assim como pensamos, mas muitas vezes cometemos gestos de deselegância sem perceber. E o fato de os praticar sem intenção geralmente nos isenta de culpa, quando adotamos uma das piores formas de desculpas: a verdadeira. Afinal, se não fizemos por querer não percebemos a indelicadeza do nosso comportamento, não é mesmo? A questão é que não é, não: descortesia não deixa de ser uma desconsideração por ter sido intencional ou não. Mas sim pelo que provoca. Não entendo nada de etiqueta, de regras de elegância, dos cuidados na delicadeza dos comportamentos que a “finesse” dos eventos sociais recomenda, ainda assim ouso um leve puxão de orelhas em atitudes que tenho percebido nas recentes reuniões que tenho ido.

A primeira vai para o descaso que grande parte das pessoas de nossa cidade tem em relação a confirmar presença. Isso deixa qualquer pessoa que esteja cuidando da organização completamente tonta. Porque fica sem saber para quantas pessoas precisa estar preparada. Tudo bem que imprevistos de última hora surgem, mas penso que seja de bom tom ao receber um convite responder se iremos ou não. Contribuir para quem nos convida ter a noção do público que deverá receber. Já cuidei de festas e ainda o faço e não é fácil conviver com essa incerteza. Uma coisa é ter a confirmação de 150 pessoas e ocorrer uma variação de 20% para mais ou menos, outra é esperar 60 e chegarem 200.

A segunda, igualmente crítica é em relação a horário. Quem programa um evento estabelece todo um cronograma, como salão, recepcionistas, buffet, músicos etc. E, na negociação, todos têm horário a cumprir. Toda vez que acontece um atraso, se paga para profissionais não fazerem nada. Ou os pune para trabalhar além do horário estabelecido. E o pior, acaba sendo deselegante com quem foi pontual. Por várias vezes, já mencionei isso aqui, mas não vejo problema em repetir: pontualidade é questão de educação.

A terceira, é sobre conversas em momentos de apresentações. Claro que toda vez que vamos a uma reunião encontramos outras pessoas, muitas que não vemos há tempos e é natural cumprimentos efusivos. Até aí, nada demais, mas não é gentil fazermos isso no momento quando quem nos convidou esteja fazendo sua apresentação ou quem ele tenha contratado esteja fazendo. Se tem um lugar que dá sempre para esperar um pouquinho para falar, principalmente em voz alta, é numa festa.

E quarto, pra terminar, do contrário o puxão fica comprido demais, é com relação às abordagens em eventos. Essa não é hora de fazer pedidos, reclamações, vendas ou qualquer conversa de conotação profissional diante de um dirigente indefeso, ainda que estejamos querendo muito encontrá-lo. No máximo, manifestar nosso desejo de querer ter um encontro com ele. Tenho uma preocupação, por vezes até exagerada em nunca misturar proximidade com intimidade. Não acho que numa festa seja lugar para aborrecer os outros.

Como mencionei antes, não sou expert, nem tenho autoridade para os comentários que fiz. São só suaves puxões de orelha…

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 26 DE SETEMBRO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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