Adicionado por em 2015-03-30

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por Tico Farpelli

A ONG Ação Moradia, no bairro Morumbi, zona leste de Uberlândia, queria organizar oficinas que fossem interessantes para os alunos da instituição. Não havia outra forma melhor de fazer isso do que perguntar aos jovens. Desta pesquisa, surgiu a ideia de implantar uma oficina de Artes Marciais, especificamente de kung fu. Weber Humberto, mestre em Kung Fu e orientador da atividade, começou na arte por meio de um projeto social. “Eu quis fazer o que fizeram por mim lá atrás.”

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Jovem treina golpe de kung fu durante aula da luta na ONG Ação Moradia, no bairro Morumbi, zona leste de Uberlândia (Foto: Marcos Ribeiro)

Supervisora pedagógica da instituição, Maria Aparecida Andrade, já teve experiências de pais que estranharam a temática abordada, acreditando que os filhos, fazendo kung fu, ficariam mais violentos. “No começo, quando falo que é artes marciais, eles levam um choque por não conhecem a história”, disse. O resultado, porém, foi completamente diferente, segundo a supervisora. Ainda de acordo com ela, os alunos iniciaram na oficina por vontade própria. “Sempre quis aprender mais. Aí, quando tive a oportunidade de fazer kung fu eu fui. Caí dentro”, afirmou o jovem Wesley Alves.

O professor Weber Humberto tem a ideologia milenar de que o kung fu não é apenas treinar chutes e socos, mas, sim, aprender a se disciplinar. Assim, mudou a vida e a postura de vários de seus alunos. “Eu era bagunceiro, matava muita aula”, afirmou Jonathan Willian, também aluno do projeto. Para ele, o momento em que seus pais perceberam sua mudança de comportamento se deu quando ele lavou a louça de casa sem que a mãe lhe pedisse. “Eles ficaram olhando assim, assustados”, disse Willian.

A supervisora pedagógica da Ação Moradia Maria Aparecida Andrade vê como o maior objetivo da ONG dar oportunidade aos jovens que moram em uma área de baixa renda. Weber Humberto disse concordar com esta visão. “Acredito que a gente está formando caráter. Cada criança que tiro da rua, salvo uma família”, afirmou. Segundo o professor, assim como aconteceu com ele, espera que os seus alunos utilizem esta disciplina, seja na vida pessoal ou profissional e a passem para a mulher ou para o marido e para filhos e filhas.

Contato para ajudar a continuar o projeto

Telefone: 3226-6558

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 28 DE MARÇO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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