Adicionado por em 2015-12-14

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por Ariane Bocamino

Luiz Claudino da Silva é natural de Ouro Branco, no Estado do Rio Grande do Norte, a 2.330 km de Uberlândia. Por convite da irmã, veio a passeio na década de 80, gostou do Triângulo Mineiro e por aqui ficou.

A profissão do potiguar é pedreiro. Participou da construção do Museu Juscelino Kubitschek, entre outros monumentos públicos em Brasília entre as décadas de 70 e 80. Mas, um outro ofício é o preferido dele: ser jardineiro. “Pedreiro é minha profissão oficial, mas eu gosto mesmo é da jardinagem, de cuidar da terra, das plantas e da natureza”, afirmou Luiz Claudino, com um sotaque nordestino ainda acentuado, apesar do tempo que está longe da terra natal.

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Luiz Claudino é do Rio Grande do Norte e veio para Uberlândia em 80 (Foto: Celso Ribeiro)

Residente no bairro Jardim Brasília, zona norte de Uberlândia, Luiz Claudino faz plantio de mudas. “A gente tem que cuidar da natureza, sempre. Esse clima, essas tragédias que estão acontecendo hoje, é tudo reflexo dos maus-tratos que já fizemos com ela. E plantar árvores é uma das muitas coisas que podemos fazer para ajudar. De toda forma você vai colher, se não colher um fruto, pelo menos, uma sombra gostosa você colhe”, afirmou o jardineiro.

Luiz Claudino mora com a esposa e três dos seis filhos em frente à Paróquia São Vicente de Paula, onde a jardinagem foi por ele desenvolvida, além do projeto de reciclagem das latinhas que a comunidade recolhe. Ele acredita que o cuidado com o meio ambiente, não somente no plantio de árvores, mas também a preocupação com a reciclagem é de extrema importância para o mundo que vamos deixar para os mais jovens.

Nordestino criou projeto de reaproveitamento de comida

Com tempo dividido entre a jardinagem e o trabalho de reciclagem no Praia Clube, zona sul da cidade, onde separa os recicláveis dos não recicláveis, organiza tudo para que a Cooperativa dos Recicladores de Uberlândia (Coru) pegue os materiais, Luiz Claudino da Silva também desenvolve um projeto de reaproveitamento de sobras de alimentos.

Antes disso, as sobras de comida vindas das lanchonetes e restaurantes do clube não eram aproveitadas e iam direto para o lixo. “Eu pensava que aquele tanto de alimento ia diretamente para a natureza, sabe? Não estava certo aquilo, porque as outras coisas a gente ainda consegue separar e reciclar. Aí, eu conversei com o pessoal aqui do clube, falei com eles sobre a situação e o que a gente poderia fazer. Eles compraram a máquina que produz adubo orgânico a partir das sobras de alimento”, afirmou Silva, que é o responsável por manusear a máquina no Praia.

A máquina produz, em 9 horas de trabalho, aproximadamente, 15 kg de adubo orgânico por dia, que é utilizado na jardinagem e arborização do próprio clube. “Ainda é pouco perto de tudo o que podemos fazer para não jogar tanto lixo na natureza, mas é um primeiro passo. A máquina ainda é pequena, precisamos de uma maior, e o adubo produzido tem tido um excelente resultado nas nossas plantas aqui”, disse Luiz Claudino, orgulhoso de sua ideia, que foi colocada em prática em prol do meio ambiente.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 12 DE DEZEMBRO DE 2015.

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