Adicionado por em 2016-09-17

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incendiários bombeirosPor Celso Machado

Preferência é preferência e cada um tem a sua, que não precisa nem tem que ser igual a nossa. Ainda bem, porque seria um problemão se todo mundo quisesse as mesmas coisas.

Roupas, cores, times de futebol, bebidas e tudo mais seriam sempre os mesmos.

Não é necessário fazer muito esforço para imaginar como seria aborrecido. Como a maioria sempre prevalece, a escolha teria que recair sobre os mais votados.

Dependendo do resultado ou se teria apenas churrascarias, massas ou comida japonesa. No futebol provavelmente em Minas só Atlético, em São Paulo, Corinthians e no Rio, Flamengo. O que seria de nós, pobres torcedores de outros times?

E cerveja, certamente para desgosto de nós “Itaipaiveiros”, teríamos que engolir goela a baixo a preferência nacional pela Brahma.

É uma maravilha, portanto, que não seja assim. Que cada um tenha liberdade de preferências e gostos. Sem precisar explicar nem justificá-las.

A riqueza da diversidade, a multiplicidade das escolhas, a variedade das opções e, sobretudo, a chance de sempre descobrir novas possibilidades é que tornam as experiências tão estimulantes.

Precisamos estar atentos em respeitar quem pensa e age diferente da gente. Até mesmo defender quem tem posições opostas às nossas.

Justamente por isso é sempre crítico defender predileção sobre o ponto de vista pessoal. Do que julgamos melhor, mais adequado ou correto.

Mas convenhamos, é sempre muito mais aceitável compreender comportamentos de quem age como bombeiro, controlando situações, apagando fogo, estabelecendo harmonia do que de quem age como incendiário, causando combustão e provocando queimadas nas mais diversas circunstâncias e ambientes.

Se nem sempre na vida é possível a harmonia, também é verdade que na maioria das circunstâncias muitos tumultos e divergências são provocados. Consequências de atitudes e intenções deliberadas de causar problemas.

Nessas horas fico pensando e tenho dificuldade de entender as razões dessa escolha. O que leva uma pessoa a agir como incendiário ao invés de bombeiro?

Quando a intenção é de mexer com os brios, despertar ações positivas, levar alguém a sair da zona de conforto, estimular iniciativas, faz sentido provocar algumas explosões.

Mas sempre com cuidado quanto a dose dos explosivos.

Agora, acender o pavio com frequência pelo prazer de ver o fogo pegar, aí é que me intriga. Até porque não é á toa o dito popular que alerta “quem mexe muito com fogo sempre sai chamuscado”

Na sociedade competitiva dos tempos atuais é isto que acontece com regularidade: pessoas com comportamentos que vivem causando incêndios, promovendo sequelas e rupturas.

E que nem atentam para o que provocam com seus gestos. O mais grave é que nós não estamos isentos de, sem percebermos, também agirmos assim.

Será que se dedicarmos um pouco mais de tempo para refletir não tomaríamos mais cuidados com nossas atitudes?

Quantos desentendimentos, mágoas e ressentimentos não são causados pela chama de palavras maldosas, comentários ferinos, insinuações provocativas?

Acredito que, cada vez mais, vamos precisar estar atentos conosco, domar esse lado incendiário que todos nós temos e estimular o do bombeiro, do qual também todos somos dotados.

Aprender a apagar o fogo das maldades que desconhecemos, mas que queimam do mesmo jeito. E liberar nossa capacidade de promover harmonia, entendimento e serenidade.

A questão é que isso é uma escolha pessoal. E cada um de nós tem suas preferências…

 

 

 

 

 

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