Adicionado por em 2015-03-23

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por Ariane Bocamino

O bairro Dona Zulmira, na zona oeste de Uberlândia, é um espaço que alia residências e comércio em um ambiente aparentemente tranquilo, onde poucas pessoas imaginam que abriga uma espécie de museu da história de Minas Gerais. Além da comida típica mineira, no restaurante Fogão de Minas, é possível encontrar peças antigas, objetos valiosos que retratam, em especial, a vida na roça, na época dos barões de café. É a mineiridade expressa em cachaças, panelas de barro e carros de boi.

Há 20 anos, o engenheiro agrônomo José Sobreira tinha um desejo de abrir um restaurante em Uberlândia, contudo a ideia era ter um espaço diferente dos outros, que tocasse na memória das pessoas e que, principalmente, valorizasse os encantos de Minas Gerais e não somente pelo sabor dos pratos oferecidos. “A nossa vontade é de compartilhar um pouco da essência de Minas Gerais, desde a vivência nas fazendas, passando pela culinária e pelos hábitos típicos do mineiro e que tornam a nossa cultura riquíssima” afirma Sobreira que é proprietário do empreendimento e também idealizador do projeto “Coração de Minas, um passeio por Minas Gerais”, que leva crianças de escolas públicas a conhecerem as peças que o restaurante abriga, além de saborearem um típico café da manhã mineiro.

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Empreendimento abriga museus com peças antigas (Foto: Cleiton Borges)

São mais de 600 peças organizadas em sessões para facilitar a visitação, como cachaças, objetos de cozinha, de som, armas, xícaras que parecem com as das nossas mães ou avós, rapadura e, claro, o imponente fogão à lenha. No restaurante, ainda tem um setor de homenagens com fotografias que fazem menção às grandes personalidades uberlandenses. “Em cada setor da sociedade, homenageamos uma personalidade, contudo a escolha não é feita pautada em interesses políticos ou em quaisquer outros, temos uma comissão composta por historiadores e memorialistas que nos ajudam na escolha dos personagens”, afirmou Sobreira

Local atrai jovens pelo clima de novidade

A época retratada no museu no restaurante Fogão de Minas traz certa nostalgia aos visitantes, já que, atualmente, não é mais tão comum estar nas fazendas, desfrutar do sossego da zona rural e até mesmo provar a boa comida mineira. “Alguns casais mais velhos vêm até o restaurante e, quando chegam ali perto do fogão, eles se abraçam e choram. Choram porque, na época de namorados, era perto do fogão à lenha que eles namoravam. Era naquele clima em que eles se conheceram. É muito gratificante poder proporcionar esse momento as pessoas”, afirmou Sobreira.

Mas esse apreço pelo passado não vem só dos mais velhos, muitos casais novos realizam as cerimônias de noivado ou de casamento no local. “Em geral, os filhos desses casais mais velhos fazem a celebrações aqui conosco para aproveitar esse clima que, para alguns jovens, por ser novidade, torna-se atraente”, afirmou o engenheiro.

Coleção de cachaças tem mais de mil rótulos

Entre as mais de 600 peças expostas no restaurante, algumas são especiais, como a coleção de cachaças. São mais de mil rótulos, todos catalogados cuidadosamente e armazenados em um espaço dedicado só para elas. “Eu acho que não tem como falar de Minas Gerais sem falar de uma boa cachaça,” afirmou José Sobreira.

Além da coleção de cachaças, uma outra coleção também chama a atenção de quem entra no restaurante: a de armas. Todas devidamente travadas e sem nenhum risco aos visitantes, elas são imponentes e relembram uma época em que andar armado era muito comum entre os pais de família, em especial, os fazendeiros.

Uma queijeira de madeira que hoje não pode ser mais utilizada devido a proibição da vigilância sanitária. “Essa peça é muito especial por dois motivos: o primeiro é que por muito tempo ela foi instrumento fundamental no preparo dos queijos nas fazendas, era aqui que o queijo ia tomando forma. E o segundo é que hoje não se pode mais usar esse tipo de queijeira, ou seja, aqui é um dos poucos lugares que você pode encontrar”, disse Sobreira.

Canal da Gente

Exibição semanal dos programas “De Bairro em Bairro” no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo Algar Telecom), às 8h30, às segundas-feiras e reprises de terça a sexta-feira e aos domingos.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 21 DE MARÇO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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