Adicionado por em 2015-03-11

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por Carolina Monteiro

Lugar da memória, a história pode transcender o passado e lançar luz sobre o presente, contribuindo para que novas gerações compreendam os caminhos que levaram cidades e comunidades a serem como são. Pautado por esta máxima, o “Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre” chegou à oitava edição. Publicado semestralmente desde 2011, é um desdobramento impresso do programa de televisão homônimo idealizado pelo publicitário Celso Machado. “Antes de ser um registro de memória, este projeto é um documento antropológico”, afirmou. Editada pela Nós Projetos de Conteúdo, a publicação é patrocinada pelo Instituto Algar.

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O idealizador do projeto, o publicitário Celso Machado, mostra a capa do novo Almanaque com o desenho de Grande Otelo (Foto: Divulgação)

Nesta edição, uma matéria especial celebra a vida de Grande Otelo, que completa 100 anos em outubro. O ator ganhou a capa do Almanaque, na ilustração do desenhista premiado internacionalmente André Maurício. Em um texto escrito pelo produtor cultural Carlos Guimarães, o leitor percorre a vida e a carreira do pequeno grande artista, que deixou a cidade natal, Uberlândia, com uma companhia de teatro mambembe e ganhou os palcos e as telas do Brasil.

Em textos não menos especiais, o cardiologista Adib Jatene também tem a trajetória retratada no Almanaque. Natural de Xapuri (AC), o inventor da cirurgia do coração viveu parte da infância e a juventude em Uberlândia. Uma matéria escrita pelo jornalista Arthur Fernandes apresenta um trecho da entrevista que Jatene concedeu ao CORREIO de Uberlândia na primeira edição da série “Uberlândia de”, publicada aos domingos. A homenagem ao médico, que faleceu em novembro do ano passado, inclui um artigo escrito pelo colega de profissão Roberto Botelho.

Ao Cícero Naves de Ávila também é dedicado um artigo especial na oitava edição do Almanaque, que discorre sobre a sua relação com o Praia Clube, ao qual dedicou 34 anos da vida. A publicação traz ainda a terceira edição da sessão “Racha dos Velhos Malandros”, que homenageia o centroavante Ferreira, único jogador que, atuando pelo Verdão, foi convocado para a seleção brasileira. O historiador Antônio Pereira escreveu sobre a chegada da água na cidade até os tempos atuais.

Internacional

Também ganhou as páginas do Almanaque a história do sapateiro Pedro Lacerda, escrita pelo historiador Oscar Virgílio. Fã do cinema western, Lacerda enviou uma bota para o ator de Hollywood Buck Jones, em 1959. “Essa bota chegou até o ator, mas não serviu. Como ele gostou demais, mandou o número para o sapateiro, que reenviou um novo calçado com a numeração certa”, afirma Machado. A carta de Buck Jones para o sapateiro de Uberlândia foi traduzida e publicada na época, no jornal “Estado de Goyas”.

O “Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre” foi editado por Antonio Seara, com pesquisa feita pela jornalista Núbia Mota, que também é editora do CORREIO de Uberlândia.

Serviço

A 8ª edição do “Almanaque Uberlândia de Ontem e Sempre” foi lançado ontem e deve ir para bancas do Centro da cidade a partir do próximo fim de semana. A publicação será comercializada a R$ 10.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 11 DE MARÇO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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