Adicionado por em 2015-04-13

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

020938166_prevstillpor Celso Machado

Muito do que a gente faz, faz muita diferença pelo jeito com que a gente faz.

A grande maioria de nós tem uma justificada preocupação com o que vamos fazer. Com nossas ações, iniciativas, medidas, conversas, com seus desdobramentos e consequências. E faz todo sentido que seja assim. Afinal nada do que fazemos, fazemos por fazer. Tudo tem um significado, um valor, uma importância. Não somente para nós, como igualmente para todos aqueles com quem interagimos.

Com o advento das mídias sociais, seu crescimento e amplitude de penetração vieram somar a isso mais um ingrediente muito relevante e totalmente incontrolável: o fato de não termos mais domínio de onde estamos. Do universo de relacionamento que temos. Tudo que fazemos pode ser compartilhado com todos, em qualquer parte da terra.

Acredito que toda pessoa já fez isso e sabe do que vou comentar, mas quem ainda não fez, experimente postar uma foto, um comentário, um vídeo e imediatamente dezenas, centenas, até mesmo milhares de pessoas estarão comentando ou curtindo o que você colocou.

É incrível e chega até a ser assustador a velocidade e o alcance que uma mensagem pode alcançar nas redes sociais. É possível alguém ficar famoso da noite para o dia, como também ter sua reputação seriamente comprometida ou pior ainda, destruída por alguma iniciativa, gesto ou atitude.

Dizia-se que há três coisas que nunca voltam atrás: a seta atirada, a palavra falada e o tempo perdido. Nos tempos atuais cabe perfeitamente uma quarta: toda referência postada.

A cada dia estamos nos tornando de verdade, queiramos ou não, cidadãos do mundo. Observados, assistidos, avaliados, até mesmo vigiados.

Sem paranoia, temos que reconhecer que em qualquer lugar que estejamos, estamos sujeitos a deixar a marca de nossa passagem por ali.

Seja pelas câmeras de vigilâncias no trânsito, nas empresas, lojas, residências. Pelo celular, cartão de crédito, exames de laboratório, cadastro de qualquer espécie, carteirinha de clube e por aí afora. Até mesmo nos banheiros. O trocadilho pode parecer infame, mas não deixa de ser verdadeiro: nem na privada temos mais privacidade.

Então tanto ou mais atentos devemos ficar não apenas com o que vamos fazer, mas fundamentalmente como vamos fazer.

Porque, e é bom que esteja acontecendo isso, tanto conteúdo como forma precisam estar alinhados. Temos que falar uma coisa e agir de acordo com o que falamos.

Ainda bem que no mundo plugado a coerência faça toda diferença.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 11 DE ABRIL DE 2015.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

Categoria:

Mineiridades

Deixe um Comentário