Adicionado por em 2015-05-18

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o-CRITICAL-THINKING-EDUCATION-facebookpor Celso Machado

De vez em quando tenho meus momentos de divagações e me pego filosofando. Às vezes, até com boas doses de ironia.

Usando o legítimo e sagrado direito de usar meu tempo da maneira que gosto: tagarelando mentalmente.

Até aí, nada demais, o problema é que eventualmente, também gosto de compartilhar os frutos desses momentos.

Esse é o perigo. No entanto, como sou um inconsequente assumido, tiro isso numa boa.

Então, vamos a algumas “filosofadas” recentes.

Será que é educado desejar “bom apetite” para um gordo? Estimular em quem não deve ou não pode justamente o que ela mais precisa reduzir: o consumo de calorias?

E falar para ela onde tem um restaurante que serve uma boa comida? É correto isso? O recomendável não seria induzi-la a ir onde a “boia” é péssima, pois, aí, sim, estaria ajudando quem precisa comer menos?

Você que gosta de futebol já viu gol de bola parada? Ora, para entrar no gol a bola não precisa estar movimentando?

Faz sentido chamar de “melhor idade” a fase da vida em que de muita coisa boa (e bota muito nisso) se a pessoa está privada de fazer ou não se pode ou consegue fazer mais?

E falar que está envelhecendo a pessoa que continua com o espírito, a mente e a alma cada vez mais jovem? Não seria melhor dizer, e com gentileza, que ela está apenas ficando “menos nova?”

E chamar alguém de doido num mundo em que ninguém sabe descrever com propriedade o que é ser “normal”?

Nesses momentos, também fico pensando como a vida gosta de pregar das suas.

Porque só quem cansa é que pode desfrutar gostosamente das delícias de descansar. Só quem faz muito é que sabe aproveitar o ócio. Quem não faz nada e vive à toa nunca vai entender como é bom não fazer nada em alguns breves momentos.

Em compensação, quem não tem nada para fazer, vive atormentado porque não vê, e realmente não existe, nada significante na inutilidade.

Quem está empregado vive reclamando do estresse da pressão por resultados. E quem está desempregado sofre o estresse de buscar desesperadamente uma colocação.

Tem também quem trabalha muito para ter uma aposentadoria tranquila e, quando aposenta, não aguenta ficar sem trabalhar, porque não aprendeu outra coisa na vida.

Como aqueles gananciosos que têm uma habilidade danada em ganhar dinheiro. Em compensação, são absolutamente incompetentes em saber o que fazer com ele.

São paradoxos de filosofar, porque certeza mesmo é só uma: saber porque chamamos de presente o tempo atual da nossa vida.

Porque ele é, na realidade, a maior riqueza verdadeira que temos.

Por isso, devemos usá-lo da melhor forma possível. Até mesmo filosofando…

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 16 DE MAIO DE 2015.

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Categoria:

Mineiridades

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