Adicionado por em 2015-08-17

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por Ariane Bocamino

Tricampeão brasileiro de arremesso de dardo, o paratleta Weverson Wesley tem 29 anos, mora no bairro Jardim Sucupira, zona leste de Uberlândia. Sua rotina de exercícios é intensa. Às 7h, começa o treino e, a parte da manhã, é toda no Sesi Gravatás, com o professor de Educação Física e treinador Rogério Borges. Pausa para o almoço na casa da avó e, à tarde, tem musculação e condicionamento físico na academia. Todo esse esforço é mantido por uma paixão: o esporte, em especial, o lançamento de dardo. O dardo é uma espécie de lança, que pode ser feita de diversos materiais, e a competição é pautada em quem arremessa o objeto mais longe.

Observando os treinos de Weverson e, durante a entrevista, é difícil encontrar onde está a sua limitação física, que se torna ainda menor com a persistência do tricampeão. “Tive um AVC (Acidente Vascular Cerebral) com 1 ano e meio de idade. Nesta época, meu corpo ficou todo paralisado e também perdi os sentidos da visão e audição. Mas, com o tempo, fui me recuperando e, hoje, estou aqui, forte”, disse.

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Weverson Wesley treina no Sesi Gravatás (Foto: Celso Ribeiro)

Atualmente, o paratleta tem uma limitação motora de leve a mediana do lado esquerdo do corpo. Segundo Maria de Fátima, mãe de Weverson, o processo de recuperação foi longo, mas o resultado valeu a pena. “Foi uma luta muito grande até o Weverson se recuperar. Muitos médicos falavam que ele não sobreviveria após o AVC, mas, com o tempo, com os estímulos e muita oração, ele está aí, saudável. Ele é o menino dos meus olhos”, afirmou a doméstica.

O amor pelo esporte e a transformação de vida

Até o esporte entrar na vida de Weverson a rotina era muito diferente. “O Weverson era um menino um pouco triste sabe? Ele não demonstrava muito pra mim mas eu sentia. Depois do esporte ele mudou, ele se apaixonou. Hoje ele tem objetivos e é muito mais alegre, de bem com a vida.”, disse Maria de Fátima.

Um fato triste que aconteceu na família do paratleta foi o que, de certa forma, o impulsionou para o atletismo, com a morte do irmão mais velho, Weverson encontrou no esporte uma forma de não deixar a tristeza tomar conta de seus pensamentos, e assim, o atletismo ocupou a sua vida de uma forma intensa e foi essa dedicação que o levou ao pódio por três no campeonato brasileiro.

Atualmente, Weverson tem como patrocinadores uma academia que disponibiliza o espaço para a musculação gratuita e uma empresa que fornece os suplementos, contudo ainda o acompanhamento de outros profissionais, com fisioterapeutas por exemplo além de uma ajuda de custo.

Educando para a independência

Weverson passou sua infância e adolescência com a limitação motora, mas nem por isso a criação que a Maria de Fátima deu pra ele foi diferente. Tudo o que foi ensinado para os outros irmãos foi ensinado para ele.

“Na época do AVC do Weverson, que ele era pequenininho, a médica me falou que depois que ele se recuperasse era para eu criá-lo com independência, deixá-lo fazer as coisas, sem a minha ajuda e foi assim. Ele não me chama pra nada. É um filho incrível, me respeita em tudo. Até os 20 e poucos anos eu coloca ele ainda de castigo. (risos).”, afirmou Maria de Fátima.

Quando o assunto é preconceito, Maria afirmou que nunca foi problema nem pra ela nem pro Weverson: “Eu desde sempre levei ele comigo em todos os lugares, não tinha vergonha, nunca tive. E eu nunca percebi preconceito das pessoas não, se aconteceu eu nunca percebi, ainda bem. E eu acho que todas as mães que tem filhos especiais deviam fazer a mesma coisa, não desistir sabe?”, disse a doméstica.

Apoio

Os leitores que estiverem interessados em estreitar o caminho de Weverson até a Paralimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, podem entrar em contato pelo (34) 9306-9765.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 15 DE AGOSTO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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