Adicionado por em 2015-08-31

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por Ariane Bocamino

Pé de jaboticaba, pão de queijo fresquinho, sabor de roça, causos e música boa. Uma viagem pelas lembranças de fazendas e uma aula sobre a história do Brasil e sua rica cultura. Dá vontade de ficar por ali a tarde toda, coar um café e ficar ouvindo os acordes dela, que é a rainha na música caipira: a viola. Tudo isso, encontramos no Espaço de Catira Raízes do Sertão, no bairro Jardim Patrícia, zona oeste de Uberlândia.

Com a liderança do violeiro Tarcisio Manuvéi, o Espaço de Catira Raízes do Sertão foi criado para valorizar a cultura sertaneja e suas mais diversas manifestações. São oferecidas no espaço aulas de viola e de catira. Para quem não conhece, a catira é um estilo de dança, cujos praticantes, os catireiros e catireiras, utilizam, geralmente, calça jeans, camisa e bota, e que acompanha a melodia da viola.

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O Espaço de Catira Raízes do Sertão foi criado para valorizar a cultura sertaneja e suas mais diversas manifestações (Foto: Cleiton Borges)

“Na catira, produzimos sons com os pés e com as mãos, que acompanham o ritmo da música que o violeiro está tocando. Não é difícil, é apaixonante, me lembra muito minhas raízes, a roça, fazenda, minha família”, disse a professora de catira Débora Cristina.

Tanto a viola quanto a catira têm participação fundamental na cultura musical, em especial, da região Sudeste e Centro-Oeste, e a origem destes ícones está na colonização do Brasil, nos anos de 1500.

“A viola é da região de Braga, em Portugal, e veio parar aqui no Brasil com os colonizadores. Na verdade, a viola foi uma das primeiras formas de se catequizar os índios. Aí está a origem histórica da nossa viola caipira. Com o passar do tempo, ela foi ganhando suas adaptações brasileiras em relação ao tipo de material, mas o som se espalhou e continuou a apaixonar”, disse o violeiro Tarcisio Manuvéi.

Uso da viola é tema de debates

Música caipira e música sertaneja. Qual a diferença? Esta é uma discussão presente no meio musical e que coloca em questão quais as verdadeiras raízes da moda de viola, em especial, com a chegada do chamado sertanejo universitário. O uso ou não da viola torna-se tema de debate, já que, para os músicos mais tradicionais, não existe música sertaneja sem viola.

“Apesar de toda essa discussão em torno do sertanejo universitário, a viola tem ganhado cada vez mais espaço. Antes, nas lojas de instrumentos musicais, você chegava, via vários violões e uma viola ou outra escondida lá atrás. Agora não, o mesmo tanto de violão tem de viola”, disse o violeiro Tarcisio Manuvéi. “A mesma coisa em relação aos professores, antes, era mais difícil encontrar professor de viola, hoje, os profissionais da música estão mais preocupados. E isso se deve também, aqui na cidade de Uberlândia e região, ao trabalho do nosso grupo”, afirmou, se referindo ao Espaço de Catira Raízes do Sertão, no bairro Jardim Patrícia, zona oeste.

Diferença

O sertanejo se caracteriza pela melodia simples e melancólica das músicas, bem semelhante à música caipira. A diferença é que é um pouco mais dançante e urbana.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 29 DE AGOSTO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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