Adicionado por em 2015-09-14

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por Ariane Bocamino

Bairro Santa Rosa, zona norte de Uberlândia. É nessa região da cidade que, em parceria com a associação de moradores, surgiu em 2011 a Rede de Mulheres de Luta (Remul), grupo de mulheres que realiza atendimentos sociais a famílias monoparentais. Como o próprio nome sugere, família monoparental é aquela constituída por apenas um dos progenitores, pai ou mãe, responsável pelo cuidado do(s) filho(s).

“O mais comum é a mãe sozinha criando os filhos com a ajuda da avó da criança. E nem sempre esta avó tem o esposo também, e a gente sabe que é difícil essa situação principalmente nas periferias, então a gente procura ajudar estas famílias através da Rede”, disse uma das fundadoras da Remul, Joice Strini.

A equipe composta por psicólogos, advogados, assistentes sociais, entre outros profissionais, percorre os bairros e assentamentos da cidade identificando e convidando as famílias para participarem da Remul. A partir deste primeiro contato, as famílias são cadastradas e atendidas em seus próprios bairros e também em atividades desenvolvidas na Associação de Moradores do Bairro Santa Rosa e Liberdade (Amorsol).

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Joice Strini é uma das fundadoras da Remul, que ajuda o pai ou a mãe que cuida os filhos sozinhos (Foto: Celso Ribeiro)

O apoio às famílias ocorre de diversas formas: orientação com advogado em relação a pensão alimentícia, entre outros processos; sessões com psicólogos; doações de mantimentos, entre outros itens necessários para a manutenção de um lar; e também na escolarização das crianças. “Nós contamos com o apoio de parceiros que nos ajudam neste projeto, mas todos as pessoas que trabalham conosco são voluntárias; e é muito bom poder ajudar. O nosso trabalho é uma gotinha no oceano, mas devagarzinho a gente chega longe”, disse Joice Strini, que é graduanda em Direito.

A Rede Mulher (Remul) atende em média 80 famílias por mês, em Uberlândia.

Ex-advogada conseguiu ser mãe, pai e provedora de casa

Ser mãe, pai e provedora da casa ao mesmo tempo é uma jornada tripla nem sempre fácil de ser cumprida. O desafio de criar os filhos sem o apoio paterno passa por alguns obstáculos como a marginalidade e o uso de drogas por exemplo.

A advogada Luiza Andrade é carioca, mas reside em Uberlândia. Ela cuidou sozinha de parte da criação de seus três filhos e, segundo diz, essa situação exige coragem e fibra das mulheres. “Na época em que me separei do meu marido, passei por uma fase de criar meus filhos sozinha. Eu tinha que trabalhar para sustentar a casa e ainda conciliar o tempo com a educação deles. Passei por um problema sério de drogas com o meu filho, mas não desisti. Eu queria falar isso para as mães, eu venci, que elas não desistam também, porque quando não se tem o pai, esse filho tem só a mãe e se a mãe desistir como fica?”, disse a advogada.

Atualmente Luiza não advoga mais, a decisão foi tomada também para dar mais atenção ao seu filho mais novo de 15 anos que por estar na adolescência requer mais atenção, segunda ela. Porém, Luiza é voluntária em atividades da associação de moradores e também da Remul.

Projeto cresceu e abrange várias comunidades

Na região do bairro Santa Rosa, outros bairros também estão envolvidos em projetos sociais que, assim como a Remul, ajudam a criar uma rede solidária na zona norte da cidade com os bairros Roosevelt, Jardim América e Liberdade, entre outros.

Com isso não somente os moradores do bairro Santa Rosa estão convidados a ajudar nesta rede e se cadastrar caso haja necessidade. Além dos atendimentos citados as mulheres atendidas podem também fazer aula de zumba, ballet, artesanato entre outras atividades.
“O importante para nós é ver essas mulheres evoluindo, melhorando seu estado emocional. A gente sabe que a dança, o artesanato e os atendimentos ajudam elas. E é isso que a gente quer sabe. E falando nisso quem quiser nos ajudar entra em contato com a gente. Quase tudo aqui que fazemos aqui é com trabalho voluntário e doação”, disse Joice Strini, presidente da Amorsol.

Luiza Andrade, a ex-advogada e voluntária, também nas atividades lúdicas desenvolvidas no projeto afirma que muitas vezes as mulheres não sabem de seus direitos. “É comum a gente ver que o conflito entre a mulher e o homem, no caso um casal que não está mais junto, toma uma proporção que atrapalha a mulher a exigir de seus direitos garantidos por lei”, disse Luiza Andrade.

Mais informações pelos telefones (34) 9233-0074 / 3213-5109.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 12 DE SETEMBRO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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