Adicionado por em 2014-10-13

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por Celso Machado

Nunca na história deste país vivemos uma eleição presidencial tão disputada. As emoções, que não foram poucas do último domingo, parece que irão se repetir e talvez até mesmo aumentar até o próximo dia 26.

Como o assunto eleições virou tema da moda, vamos pegar uma carona para recordar curiosidades de eleições passadas de nossa cidade. Algumas certamente fruto muito mais do folclore do que da realidade, mas outras realmente acontecidas. Se bem que, no quesito folclore, se não dá para afirmar a veracidade, não significa que seja possível também afirmar sua falsidade. É como história de assombração.
Então vamos lá.

Nos anos 60, durante o regime militar, existiam no Brasil apenas dois partidos, a Arena que era do governo e o MDB que era oposição. Como ser oposição naquela época tinha lá uma série de dificuldades e desdobramentos, a criatividade do brasileiro levou a uma fórmula absolutamente política, dividiram a Arena em dois partidos: Arena 1 que abrigava os remanescentes da UDN e a Arena 2 os do PSD. O MDB principalmente no interior praticamente não existia e sua representatividade era mínima. Ele só ganhou consistência nos anos 70.

Pois bem: dizem que, aqui em Uberlândia, como não havia MDB, nas eleições para deputado, durante a contagem de votos que era manual, os votos em branco eram “democraticamente” divididos entre os candidatos da Arena 1 e 2. Com isso, Uberlândia tinha um índice de votos em branco muito pequeno e o melhor, saia com deputados eleitos só com votos locais.

Outra história daquele período, que ficou bastante conhecida, foi o “choro” de dois candidatos de cor, um funcionário da Mogiana e uma professora que alegavam que ganhavam a eleição para vereador nas urnas e perdiam, respectivamente, no Uberlândia Clube e no Praia, onde aconteciam as apurações.
Mais um fato interessante foi de um líder comunitário que durante vários anos negociou seu apoio a um chefe político alegando que tinha na sua comunidade mais de 100 votos que ele direcionava para quem quisesse.

Com isso, tirava suas vantagens em todas as eleições, até que numa delas como o partido desse chefe político perdeu um candidato a vereador, na última hora ele teve a ideia de convidar o tal líder comunitário para ser candidato. Por mais que este tivesse tentado escapulir não teve jeito, saiu candidato e o resultado das urnas mostrou que sua influência era muito mais verbal do que verdadeira, pois teve pouco mais de 20 votos.Estas são histórias curiosas do imaginário uberlandense. Se são verdadeiras ou não, quem há de saber… Mas para terminar uma verdadeira e não menos interessante história também dos anos 70 que aconteceu numa eleição para diretoria do Uberlândia Clube.

Apenas uma chapa concorreu e… não ganhou. Perdeu para os votos brancos e nulos. Como o estatuto exigia que os votos a favor fossem pelo menos um a mais do que a soma dos brancos e nulos, teve de haver uma nova eleição. Desta vez, uma outra chapa foi formada e, aí, sim, foi eleita.
Pois é, dentre as curiosidades das eleições de nossa cidade, fica o registro de uma chapa que disputando sozinha uma eleição conseguiu um feito raro: ser derrotada.

 

Publicada originalmente no Jornal Correio de Uberlândia de 11 de outubro de 2014.

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Categoria:

Mineiridades

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