Adicionado por em 2015-09-07

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por Ariane Bocamino

A zumba, misto de danças latinas criada pelo colombiano Beto Perez, é um dos estilos mais procurados nas academias. É o mais novo “vício” para quem gosta de bailar e um dos motivos deste sucesso é que os movimentos misturam a dança com exercício aeróbicos e, assim, trazem perda de peso.

É uma mistura animada de samba, salsa, merengue, mambo, reggaeton, entre outras adaptações que a zumba foi encontrando em cada País. Com tantos ritmos, será que é difícil acompanhar os passos nas aulas de zumba? Se para alguns jovens é um desafio inicialmente, para a terceira idade não é diferente, e foi neste cenário que a Zumba Gold foi criada. Em Uberlândia, as aulas desta modalidade acontecem duas vezes por semana em uma academia no bairro Martins, no setor central.

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Aulas da Zumba Gold acontecem duas vezes por semana, em uma academia no bairro Martins (Foto: Celso Ribeiro)

“A Zumba Gold é uma adaptação para as pessoas que têm algum tipo de limitação e não conseguem acompanhar uma aula convencional. Foi criada para dar oportunidade à terceira idade ou a deficientes experimentarem as sensações trazidas pela zumba. Em Uberlândia ainda é recente, mas acredito que assim como a zumba convencional vem ganhando o Brasil e o mundo, a gold vai ser assim também”, disse Andrey Miranda, professor de Zumba Gold.

Mais equilíbrio e coordenação motora, elevação da autoestima e bem-estar, sono mais tranquilo e emagrecimento. Estas foram algumas das vantagens citadas pelas alunas de Zumba Gold. “Eu era muito nervosa, não dormia muito bem. Com a zumba, vivo mais tranquila e mais ativa. Além dos quilinhos que foram embora depois que eu comecei a dançar aqui com as ‘meninas’. É muito bom, eu nem era muito de dança, de sair pra dançar, mas agora eu estou até querendo”, afirmou a aluna Cleusa Ribeiro, de 73 anos.

Quando corpo e mente estão em sintonia

“É bom pro corpo e pra alma. Aqui a gente esquece dos problemas, é um momento só nosso”, disse a aluna Marci da Silva de 59 anos.

A equipe de reportagem do De bairro em bairro acompanhou duas aulas de Zumba Gold com a mesma turma e como é contagiante ver o desempenho das alunas que tem idade entre 59 e 73 anos. Mais que a aula de dança é um momento de convívio, de conversa, muitas risadas e de reconhecimento do próprio corpo.

“É mágico ver os resultados que a zumba gold traz para este público. Elas voltam a olhar para o próprio corpo com mais cuidado, mais carinho. A autoestima delas melhora demais. E é um público apaixonado pela vida, por se divertir e na aula de zumba elas encontram isso. É muito bom, em especial neste momento em que a qualidade de vida da terceira idade tem melhorado muito e a expectativa de vida também”, afirmou Andrey Miranda que é graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Existe terceira idade?

Não pagar passagem de ônibus, ter lugar preferencial, tomar a vacina de gripe, se aposentar – enfim, ter mais de 60 anos. É o início da terceira idade, para alguns uma etapa de difícil aceitação para outros uma transição mais leve. “Eu não tive essa divisão não viu, de pensar que estou chegando ou estou na terceira idade. Eu fui vivendo e quero continuar assim sempre”, afirmou a aluna Cleusa Ribeiro de 73 anos.

“Como as pessoas falam que eu não aparento ter essa idade então eu nem percebi que entrei na terceira idade porque eu sempre fiz muito exercício, hidroginástica, ballet e agora a zumba”, disse a aluna Altair Oliveira de 73 anos.

“Hum…terceira idade? Pra te falar a verdade eu não tive uma mudança grande a partir da terceira idade não. Eu nem sei quando que começa, pra te falar a verdade (risos)”, disse a aluna Marlene Costa, de 69 anos.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 5 DE SETEMBRO DE 2015.

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Categoria:

Notícias

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