Adicionado por em 2015-04-27

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por Ariane Bocamino

Bairro Tubalina. Localizado na zona sul de Uberlândia, segundo a classificação da Prefeitura, mas considerado zona oeste por muitos moradores. Neste bairro, bem próximo ao Planalto, na zona oeste, encontramos uma escola que trouxe algumas boas histórias no que diz respeito à diversidade.

A Escola Municipal Professor Luis Rocha e Silva compõe a rede de escolas municipais que oferece atendimento especializado para crianças com deficiências, garantindo a frequência em escola regular, mas com a infraestrutura necessária.

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) ocorre de acordo com a demanda de cada escola, ou seja, os profissionais e atividades são oferecidos a partir dos perfis que chegam até a escola. Na Professor Luis Rocha e Silva, encontramos crianças cadeirantes, com síndrome de Down e autismo, entre outras que recebem cuidado e atenção todos os dias no ambiente escolar.

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Alunos contam com Atendimento Educacional Especializado na Escola Prof. Luis Rocha e Silva (Foto: Marcos Ribeiro)

No meio da criançada, encontramos Melissa Rodrigues Faria, de 12 anos. Também com deficiência, porém, com um diagnóstico indefinido. “Aqui, na escola, minha filha tem todo o apoio estrutural e psicológico e, o melhor de tudo, é que a convivência faz bem para ela e para as outras crianças também”, afirmou a engenheira de segurança Sandra Rodrigues, mãe da Melissa. “Além disso, estou pertinho da minha casa, aqui no meu bairro, e é uma escola pública, o que não restringe este trabalho, que é feito com amor para os nossos filhos, apenas para quem tem condição financeira”, disse.

Segundo alguns médicos, Melissa tem um retardo mental moderado e pequenas dificuldades motoras. Mas ela vai acompanhada da família, anualmente, ao hospital Sara Kubitschek, em Brasília (DF), em busca do diagnóstico definitivo.

“Todo mundo aqui quer ‘cuidar’ da Melissa. Dá até briga para ver quem vai pegar o lápis dela que caiu no chão, abraçar quando ela chega. É uma experiência de convívio muito boa para todos aqui”, afirmou Neide Afonso, cuidadora de Melissa e de outras crianças na escola.

Psicomotricidade ajuda os alunos

Psicomotricidade, expressão difícil de dizer, mas com uma função importante no desenvolvimento infantil. Essa atividade envolve interações cognitivas, sensoriais e psíquicas para expressões das crianças a partir de seus movimentos, pode estimular e reeducar os movimentos da criança e está presente na Escola Municipal Professor Luis Rocha e Silva.

“O trabalho da psicomotricidade se pauta em trabalhar o corpo em movimento nas diversas relações que esse corpo estabelece com meio, com o outro, com o espaço, com o tempo”, disse a professora de Educação Física Helenice Tavares.

Além disso, a escola oferece o esporte adaptado. “É um projeto do Governo Federal, pensando na Olimpíada que será disputada no Brasil no ano que vem e também na Paraolimpíada, pensando na formação de atletas paraolímpicos. Quem sabe a gente não começa a desenvolver um futuro medalhista”, disse a professora.

Dependendo da dificuldade do aluno, um segundo professor acompanha as aulas regulares da criança na instituição escolar para facilitar o processo de aprendizagem. Em alguns casos, outra professora fica sentada ao lado do estudante durante as aulas regulares. As outras atividades que não são relacionadas à educação física acontecem em uma sala reservada apenas para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 25 DE ABRIL DE 2015.

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