Adicionado por em 2016-10-24

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Livro-Crônica-de-Uma-Morte-Anunciada-–-Gabriel-García-Márquez-PDF-MOBI-LER-ONLINEPor Celso Machado,

Peço licença ao extraordinário Gabriel Garcia Marquez por me atrever em pedir emprestado o título de um de seus tantos notáveis livros para este encontro semanal.

Claro que a alusão tem outro contexto, mas a expressão me toca profundamente diante de algumas situações. Particularmente uma atual.

Fico indignado com o “bundamolismo” de quem vê o circo pegar fogo e sem sair dele fica torcendo por uma ação sobrenatural salvadora.

Pela praga do “sapo fervido”, aquela em que se coloca esse bichinho dentro de uma vasilha com água e a esquenta gradualmente. E o sapo, acaba morrendo porque não tem iniciativa de pular fora. Síndrome que contamina tanta gente.

Peço desculpas ainda por juntar fatos distintos para fazer uma associação com o que considero um estilo de comportamento: a omissão e a conivência diante da realidade prévia e amplamente conhecida.

Por entender que não são apenas os executores de uma decisão ou atitude, os únicos responsáveis pelas suas consequências. Quem participa, acompanha ou simplesmente assiste, também, tem parcela considerável de culpa.

Tenho dificuldade em aceitar que, diante de um desenlace evidente que tanto impacto vai causar em muita gente, haja mais torcida do que ação. Mais críticas do que iniciativas. Que os beneficiários não ajam no sentido de preservar viva a razão do seu benefício.

Que a indignação não seja manifestada de forma prática. Compartilhando responsabilidades e assumindo atitudes que possam efetivamente alterar o desfecho previsível.

Penso que só pode ser porque nós, como brasileiros, que temos um jeito tão próprio de ser, não nos consideramos co-responsáveis pelo que nos acontece ou pode acontecer.

Depois ficamos surpresos e indignados com o ocorrido: “como alguém deixou isto acontecer?” até se tornou expressão comum. Esse insensível “alguém” nunca somos nós. Sempre os outros.

Não entra na minha limitada “cachola” a conivência de grupos que tratam causas coletivas como responsabilidade individual. Que esperam, e muitas vezes até cobram de quem lidera, uma dessas causas que responda sozinho por sua continuidade e existência. Seja que preço for que tenha que pagar por isso.

Confundem solidariamente com solitariamente.

De certa forma convivo parcialmente com isso. Nossa produtora, com toda certeza possui o mais rico acervo em vídeo da história de nossa cidade. Nós que o preservemos e cuidemos dele, porque não surgiu até hoje quem seja cúmplice em mantê-lo.

Aprendi pela vivência que, toda vez que alguém influente promete dar “todo apoio” a uma iniciativa meritória, que vai ficar só nisso. De contribuição efetiva, dessas que ajudam a viabilizar, não virá nada.

Mas voltemos ao tema do título.

Nem todo mundo é claro, mas não são poucos aqueles que conhecem o final de uma situação insustentável que se arrasta há anos. Como uma doença que é tratada com analgésico, mas sem interferência cirúrgica que a possa curar.

Não seria justo deixar de reconhecer que estão havendo esforços. Só que, claramente, insuficientes para resolver.

Pois bem, se acontecer um desfecho bastante provável (tudo indica que vai,) a repercussão não será pequena. Quem sabe para tantos a surpresa também. Das consequências não tenho dúvida. Bem como das perdas.

E daí? Daí que infelizmente sapo fervido não tem mais vida.

Se tiver quem não esteja entendendo a razão desse desabafo e lamento basta olhar o título desta coluna.

É uma “crônica sobre uma morte anunciada”. O pior é que você está envolvido nela.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.

Deixe um Comentário