Adicionado por em 2015-02-19

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Maria Inês Mendonça,  a vovó Caximbó sem os trajes.  (Foto: Beto Oliveira 16/7/2010)

Maria Inês Mendonça, a vovó Caximbó sem os trajes.
(Foto: Beto Oliveira 16/7/2010)

por Ariane Bocamino

O nome é Maria Inês Mendonça, mas ela é muito conhecida como Vovó Caximbó. Contadora de histórias nata, ela afirma que essa vocação vem desde pequena. “Minha mãe era de uma família muito simples e lavava roupas para fora e eu ia com ela pra perto do rio. E as patroas traziam livros para mim, mas naquela idade eu não sabia ler e ficava perguntando para minha mãe: ‘o que significa isso? e essa palavra?’ E ela, para se livrar das perguntas, respondia ‘ah, inventa’. Aí eu comecei a criar minhas histórias”, afirma Maria Inês Mendonça, personagem da segunda edição da seção “De bairro em bairro”, que também vai abordar o Carnaval em Uberlândia.

Publicado, sempre aos sábados, no CORREIO de Uberlândia, o quadro é a versão impressa e online do programa “De bairro em Bairro” apresentado no Canal da Gente, da Algar Telecom. Produzido pela Close Comunicação, o projeto vai ao ar toda segunda-feira desde agosto de 2014.

Proprietária de uma loja de fantasias no bairro Martins, setor central de Uberlândia, Maria Inês Mendonça criou sua principal personagem, a Vovó Caximbó, há 26 anos, em um concurso de contação de histórias, no qual ela ficou em primeiro lugar. Na sequência, Maria Inês foi contratada pela Prefeitura de Uberlândia para contar histórias nas escolas municipais. Este momento era chamado de “A hora do conto”, e, com ele, a Vovó Caximbó e a sensibilidade de Maria Inês foram ganhando espaço na cidade e na região.

Em mais de duas décadas, a Vovó Caximbó mudou muito. “Quando comecei, ela era uma vovó mais jovial, com bumbum e busto grandes. Mas, depois, comecei a perceber que as crianças gostavam daquela vovó de cabelo branco e mais velhinha mesmo. Aí, fui adaptando até criar uma proximidade maior com o público”, disse a contadora e bonequeira.

Segundo Maria Inês, parte da inspiração para suas histórias vem dos bonecos, que são fabricados e manipulados pelo Grupo Faz de Conta, coordenado por ela. “O processo de confecção dos bonecos é artesanal, o que demanda tempo e paciência. Mas o resultado é gratificante. As crianças ficam perplexas ao verem as histórias sendo interpretadas por eles”, afirmou Vovó Caximbó, que, em 2012, teve câncer no cérebro e, agora, se recupera da doença. Durante este tempo, ela teve de parar a contação de histórias, mas disse que vai voltar a trabalhar com elas em breve.

Vovó Caximbó  (Foto: Marcos Ribeiro)

Vovó Caximbó
(Foto: Marcos Ribeiro)

Descrição de detalhes faz a diferença para crianças

“Quando mais WhatsApp, quanto mais tablet, mais as crianças querem ouvir histórias.” Essas são as palavras de Maria Inês Mendonça, a Vovó Caximbó, sobre o perfil dos pequenos atualmente. Segundo ela, mesmo com o intenso acesso à internet, a história permite o acesso à fantasia e ativa a imaginação, o que as crianças adoram.

Maria Inês diz que os pais e professores a questionam sobre como contar uma boa história e, assim, entreter os pequenos, e ela dá a dica. “Primeiramente, quem vai contar uma história tem que conhecê-la muito bem, saber onde aquele tema lhe emociona mais e descrever cada detalhe com muita criatividade e paciência. Deixar a criança imaginar o vestido da princesa, as pedras do castelo. Parece clichê, mas é permitir que a criança que já existiu em você volte a ser ativa.”

Maria Inês concilia atividade com loja de fantasias

Além de contadora de histórias, Maria Inês Mendonça é proprietária de uma loja de fantasias na rua Artur Bernardes, no bairro Martins, setor central de Uberlândia, que leva o nome do grupo de teatro e bonecos do qual ela é coordenadora, o Faz de Conta. Criado em 1992, o estabelecimento está entre os mais tradicionais no ramo em Uberlândia e possui mais de 2,5 mil trajes. “Na década de 90, devido ao teatro, eu já tinha algumas fantasias na minha casa. Como o pessoal sabia, quando tinha uma festa, eles pediam a fantasia para mim. Aí, surgiu a ideia de profissionalizar (o negócio)”, disse.

A loja, que começou no bairro Aparecida, no setor central, já está há mais de 20 anos no Martins e é administrada também pela filha de Maria Inês, Tainá Mendonça. “Alugamos fantasia o ano todo, mas alguns períodos são melhores, como no Carnaval”, afirmou Tainá.

Na época em que abriu a loja, segundo Maria Inês, ela foi alertada por alguns colegas que este tipo de estabelecimento seria muito sazonal, mas decidiu investir assim mesmo. “Eu sabia que seria (um movimento) fixo, porque as pessoas gostam da fantasia, de sair um pouco de suas realidades. O que faltava mesmo era opção de qualidade para isso”, disse.

 

Saiba mais:

Maria Inês Mendonça criou sua principal personagem, a Vovó Caximbó, há 26 anos, em um concurso de contação de histórias.

Maria Inês também é coordenadora do Grupo Faz de Conta, que fabrica e manipula bonecos que inspiram histórias.

 

Museu de bonecos do Grupo Faz de Conta

Exibição semanal dos programas no Canal da Gente (canal 15 da TV a cabo Algar Telecom), às 8h30, às segundas-feiras e reprises de terça a sexta-feira e aos domingos.

PUBLICADO NO JORNAL CORREIO DE UBERLÂNDIA, NO DIA 14 DE FEVEREIRO DE 2015

 

 

 

 

 

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