Adicionado por em 2015-11-16

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por Ariane Bocamino

O bairro Jardim América I, mais popularmente conhecido como bairro Esperança, localizado na zona norte da cidade, é cenário para a reunião semanal de mulheres, a maioria donas de casa, em prol de dois objetivos: produção de artesanato e muita união e amizade. Linhas, retalhos, agulhas, fuxicos, flores e uma roda de conversa entre amigas. Sejam bem-vindos ao Colcha de Retalhos.

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Artesanato gera renda própria para moradoras do bairro Esperança, na zona Norte (Foto: Divulgação)

O projeto, que acontece com o auxílio do Centro Espírita Fraternidade Universal, é desenvolvido no chamado Centrinho do bairro Esperança, um local construído com a ajuda da comunidade, onde também são desenvolvidos outros projetos sociais. Todas as quartas-feiras, às 14h, elas estão lá, mulheres que em geral não trabalham fora de casa, que têm filhos e que viram no projeto uma opção para uma renda própria, aliada ao bem-estar e autoestima.

“A participação delas no projeto vai além da renda gerada com a venda do artesanato. É um empoderamento para elas, um reconhecimento. E isso eleva a autoestima. Elas se sentem capazes. Além da amizade que a gente cultiva aqui, sabe? O nosso momento aqui é muito gostoso, tem parada pro lanche e a gente tenta ajudar umas as outras o máximo possível”, disse Natalia Vargas, que faz parte da liderança do projeto.

Além de aprender e produzir peças em tecido, as mulheres podem levar filhos e filhas, já que, além das brincadeiras e livros disponíveis para leitura, existe um segundo projeto só para crianças e adolescentes que é o Esperança Acessórios, no qual as peças comercializadas são produzidas pelos mais novos. “É muito bom porque a gente traz as crianças. Elas ficam aqui bem pertinho da gente e também estão aprendendo uma profissão, né? Eu adoro estar aqui”, disse Vera Lúcia, dona de casa e participante do projeto.

Dona de casa se encontra no crochê

Janaíra Nascimento tem 30 anos, é natural de Montes Claros (MG), moradora do bairro Esperança e há, aproximadamente, dez anos participa do projeto Colcha de Retalhos. Seu hábito favorito no artesanato é o crochê. Durante toda a entrevista, ela ficou ali, mexendo as agulhas e com isso, o resultando ia ganhando tamanho pelas mãos da artesã que tem uma filha de 5 anos.

“O crochê é a parte que eu mais gosto. Quando eu estou aqui, eu esqueço das outras coisas, é uma tranquilidade, uma paz. E o bom de tudo isso é que, às vezes, a gente para, olha para as peças, nem acredita. Nós não achávamos que iríamos fazer coisas tão bonitas, que as pessoas que compram iam gostar tanto, sabe? Faz muito bem pra gente ”, afirmou Janaíra.

As peças em crochê, como tapetes, entre outras variedades de estilo e material, são vendidas em feiras livres, feiras da UFU e também em eventos em que o projeto parceiro, Sinhá Recicla, participa em outros Estados e até em outros países, como a Argentina, por exemplo.

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Projeto acontece com o auxílio do Centro Espírita Fraternidade Universal (Foto: Divulgação)

Auxílio às participantes e ao meio ambiente

A principal matéria-prima utilizada no projeto Colcha de Retalhos é o tecido, com diferentes texturas, cores e estilos. A maior parte disso tudo são retalhos ou tecidos que seriam jogados no lixo. Um material que as indústrias ou, até mesmo, as costureiras não veem mais importância, o grupo vê e ainda transforma em arte. “A gente tem também uma preocupação com o meio ambiente. Se podemos usar as sobras, pra que vamos usar coisas novas? É uma questão de consciência mesmo. E nem por isso nossos materiais deixam de ser de qualidade, pelo contrário, é aí que surge o inesperado”, afirmou Natalia Vargas, uma das líderes do projeto Colcha de Retalhos.

Quem quiser doar retalhos, sobras de tecido e aviamentos, o Centrinho está aberto para receber não somente o material, bem como a visita de quem estiver interessado em conhecer um bom exemplo de economia solidária e sustentável. O local fica na rua Jerci Rodrigues Braga, 657, bairro Esperança. O contato é 99161-1159, para falar com Natália Vargas.

PUBLICADO NO CORREIO DE UBERLÂNDIA EM 14 DE NOVEMBRO DE 2015.

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