Adicionado por em 2016-11-12

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sementePor Celso Machado

Plantar e colher, uma das regras básicas da existência.

Nem sempre a ordem é essa. Não são poucas as vezes que colhemos o que outros plantaram. Igualmente sempre precisamos semear, mesmo que seja para quem nem conhecemos ou iremos conhecer se beneficiar. O importante é não cortar a sequência, não deixar interromper os ciclos da vida.

O ato de plantar é tão sagrado que é possível ser praticado até mesmo em áreas inóspitas, basta que tenha um germe puro.

Mas seria hipocrisia não assumir o quanto é indescritível a emoção de ver uma semente germinar. Constatar que, mesmo que seja um pouquinho, fizemos nossa parte e estamos contribuindo para um mundo melhor.

Na medida em que o tempo passa vamos somando mais experiências, percebendo que a vida como a natureza é profundamente generosa.

Como o processo de plantar está sempre disponível para todo mundo. Basta querer, basta fazer.

Como é amplo e diversificado. E independente da função, todas as suas etapas são relevantes e contributivas.

Quem escolhe, cuida e planta a semente não é mais importante do que quem cava o buraco, adiciona a terra, coloca o adubo e rega pacientemente. Tudo tem seu valor e importância.

Assim são também as iniciativas no campo empresarial, social, político.

O caminhar da jornada tem me colocado em contato com pessoas de contribuições extraordinárias, que pouco ou quase nada são reconhecidas, mas que cumprem um papel notável como gente. Como seres humanos do bem.

Para elas não são os holofotes que as motivam, mas o significado do que ajudam ou promovem.

Outro aspecto fascinante dessa atitude são as possibilidades ilimitadas de seu gesto. Uma parreira pode gerar uma vinícola. Uma iniciativa social uma transformação nacional.

Esta semana, junto com pessoas especiais, inspiradas e conduzidas por um líder autêntico, tive o privilégio de viver um desses momentos que marcam. Que tem significado e que, quem sabe, pode ajudar a transformar o Brasil pelas mãos dos únicos que são capazes de fazer isso: todos os brasileiros e aqueles que mesmo não tendo nascido aqui o escolheram para viver e amar.

No auditório principal de um dos maiores eventos corporativos do país, foi lançado o movimento Brasil do Século 22. A versão nacional do nosso Uberlândia 2100.

O que ele propõe: um Brasil que o mundo ame e respeite.

No palco, compartilhando este propósito para uma plateia seleta de mais de 1.500 participantes, estiveram presentes Washington Olivetto da WMCann, uma das maiores agências de propaganda do Brasil; Chieko Aoki, presidente do grupo Blue Tree; Geber Ramalho, do Porto Digital de Recife e Luiz Alberto Garcia, presidente do conselho de administração da Algar.

A receptividade foi a melhor possível. A semente foi plantada.

Agora vem a parte mais delicada, cuidar para que ela brote, cresça e dê frutos.

Que mais pessoas ajudem a não deixa-la ficar só no campo da iniciativa. Que se transforme em realidade.

Foi uma baita emoção estar presente, junto com mais pessoas que, de uma forma ou outra ajudaram a selecionar e preparar a semente.

Sentir como é fantástico alguém ter uma iniciativa, falar com mais alguém que reúne outros com mais ideias e no final sair um projeto de criação coletiva, em que a autoria não só não é importante, como nem tem, pois é de muitos para todos.

Ontem, foi um daqueles dias em que a gente até chega a pensar que faz alguma coisa de significativo. De útil e valioso.

 

Em tempo, sementes existem em várias formas, aspectos e circunstâncias. Até no encerramento de um ciclo. Espero que isto aconteça no caso do jornal Correio. Que dele nasçam frutos até então adormecidos.

Publicado originalmente no Jornal Correio, dia 12 de novembro de 2016.

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