Adicionado por em 2015-02-04

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Directional signs saying past, present and futurepor Celso Machado

Volta e meia sou taxado de “saudosista” por resgatar experiências e costumes do passado. Não que me incomode, até porque costumo dizer que só conta história quem tem história para contar. Por mais óbvio que seja, para relembrar o passado é preciso que alguém tenha tido um passado. Ninguém pode ser saudosista do que não conheceu, do que não viveu. E também outra reflexão que faço é que não é normal alguém ter saudade daquilo que não foi bom. Portanto na maioria das vezes relembrar é trazer de volta aquilo que tem valor. Que nos foi caro, que marcou e ensinou.

Mas por que faço isso? Pelos frequentes fatos e relatos de banalização do bem mais precioso que o ser humano pode ter: a vida.
Por mais que seja constante nos noticiários da mídia não há como ficar calado diante dos crimes que estão acontecendo. Especialmente pelos motivos que os provoca. Seja um desacerto pela duração de um programa de sexo, pela discussão por um vale após duas semanas de trabalho, por uma dívida de R$ 10, por estacionar em frente a uma garagem, pela reação de uma mãe ao ser abordada num assalto que vê sua filha ser assassinada cruelmente, enfim pelos motivos mais fúteis, banais e irrelevantes que se possa imaginar.

Evidente que na minha juventude havia violência. Aconteciam assassinatos, crueldades e maldades. Mas não com essa incidência e frequência. Menos ainda pelos motivos atuais. E não era apenas por mera questão estatística da cidade ser menor.
A gente podia andar a noite na rua sem medo. E quando digo andar estou falando a pé mesmo, não de carro ou outro veículo. Podíamos parar para informar as horas, perguntar endereços e até mesmo ser solidários com alguém que não estava passando bem.

Lembrando dessa época fico pensando na violência que estamos legando para nossos filhos, que estão impedidos de conhecer as belezas de andar a noite, de fazer serenatas, de comer sanduíche servido no carro. De ter que obrigá-los, caso queiram ficar acordados até mais tarde, a ficar usando as lojas de conveniência expostos no pátio dos postos de combustível.  Esta semana quando um antigo colega de trabalho foi morto estupidamente, ou “acidentalmente” como disse seu assassino, depois de ter dado um tiro na sua cabeça e depois mais quando o colocou no sofá, fiquei imaginando uma razão que pudesse explicar essa mudança tão grande de comportamento de alguns anos para cá. Da banalização que está acontecendo com a vida do ser humano.

Não consegui encontrar uma resposta. Muito menos explicação. Mas como sou “saudosista” e fico lembrando do passado me ocorreu que antigamente a droga era restrita apenas a poucas pessoas e geralmente ricas. Por isso seu impacto era apenas no comportamento de quem as usava e não na violência para se adquiri-las.  A popularização ao seu acesso e consumo tornou o ser humano numa simples moeda de troca. Em que o vício vale mais do que uma vida.

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