Adicionado por em 2016-05-23

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Screen Shot 2016-05-20 at 4.49.48 PMPor Celso Machado

Pense numa pessoa que nem era ligada ao segmento de comunicação que, há 25 anos resolve investir todo dinheiro do seu acerto de rescisão trabalhista numa singela câmera usada de super VHS. Que teve coragem de apresentar um programa de TV sem nunca ter tido alguma experiência em vídeo.

Que acreditou numa proposta ousada de montar uma pequena produtora onde os donos não estariam no comando. Uma espécie de cooperativa de talentos em que os profissionais seriam remunerados pelo grau de contribuição e pelos resultados alcançados. Ideia que infelizmente as engessadas leis trabalhistas não permitiram avançar.

Pense num profissional experiente, um verdadeiro mestre da área, com vivência e trajetória reconhecidas, que abre mão de convites financeiramente muito mais vantajosos para embarcar nessa aventura.

Um outro também de larga vivência no ramo que estava em Goiânia e resolveu voltar para Uberlândia, ainda que em condições profissionais bem aquém das que estava acostumado.

Pense numa empresa que teve que superar desafios, criar mercados, abrir segmentos novos, fazer história registrando e promovendo histórias. Que várias vezes foi obrigada a sofrer cortes profundos desses que chegaram a matar raízes, mas que, por teimosia e amor sempre renasceu com novo vigor e perspectivas.

Pense numa faculdade sem disciplina curricular que sempre esteve aberta para promover talentos. Formou cinegrafistas, editores, produtores, diretores. Profissionais super competentes e reconhecidos nas mais diferentes áreas da vídeo-produção.

Que em toda sua trajetória investiu em novos equipamentos, novas tecnologias, novos processos. Sem copiar, sempre buscando o novo. Aprendendo fazendo. Pagando o preço de ser original, de ter e manter sua identidade.

Pense numa produtora que gosta tanto do que faz que teve e tem o cuidado de preservar tudo que produz com muito profissionalismo. Um acervo de valor inestimável. E hoje lhe permite se orgulhar de possuir o mais rico registro em vídeo da história e memória de Uberlândia.

Responsável pela produção de vídeos publicitários memoráveis, campanhas políticas marcantes e por documentários cuja repercussão e prestígio extrapolam a cidade e região.

Obras como “Algodão entre espelhos – o papel de Rondon Pacheco no desenvolvimento de Minas Gerais”, “Tons de Cora, sobre a trajetória da musicista Cora Pavan Caparelli”, “Os 25 anos do grupo musical SPC”, “Tubal Vilela, um legado para sempre”, “Luiz Alberto Garcia, um sonhalizador”.

As séries “ Triângulo das Geraes”,  já na sexta edição, “Simplesmente Minas”, “Histórias de vida, recortes da memória”, “Expedição Rio Uberabinha” e “Uberlândia de Ontem e Sempre”, há 10 anos registrando e valorizando a memória e a história local. E tantas outras.

De ser responsável pelo Museu Virtual de Uberlândia, um trabalho sem paralelo na preservação da identidade e do jeito de ser de nossa gente.

Pense nisso e muito mais. Nas causas que essa produtora levantou, apoiou e promoveu.

Numa empresa aberta cuja maior ambição é continuar existindo para promover o bem e quem faz o bem. Humana, amiga, simplória.

Essa empresa se chama Close Comunicação e está completando em maio 25 anos de estrada. De uma trajetória marcante.

Continua pequena, mas o que produz não: são registros para ficar para sempre. Como inspiração e fonte do saber. Um novo olhar sobre conteúdo.

Em tempo: as três pessoas citadas inicialmente, por ordem: Rosilei Machado, João Gomes e Olivio Calábria. A eles se juntaram no começo da Close, Toninho Silva e Ailton Gomes.

Publicada originalmente no Jornal Correio de Uberlândia, em 21 de maio de 2016

 

 

 

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